quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
RATOS E POLÍTICOS
Tem duas charges recentes que retratam um pouco sobre a política brasileira. Quem puder, assista as charges da Banda dos Ratos Senadores e dos Clássicos do Terror.
Como costuma dizer o Macaco Simão: Direto do país da piada pronta.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
RECHEIO SURPRESA
Certo dia eu estou no meu trabalho e aproveito o intervalo pra comer um lanche, afinal o almoço já era. Na sequência, parto pra sobremesa e pego uma carolina (aquele doce coberto com chocolate e recheado de doce de leite). Dou a primeira mordida, e estou pensando na vida quando sinto algo duro bater no meu dente. Continuo mastigando e sinto de novo. Educada e discretamente pego um guardanapo e ponho pra fora: um parafuso.terça-feira, 4 de dezembro de 2007
O ANTIGO QUE É CONTEMPORÂNEO
O texto abaixo é do padre alemão Tomas de Kempis, que viveu no século 13 e é autor de várias obras cristãs. Apesar de ser um texto antigo e rebuscado nunca me pareceu tão atual.
DOS ENSINAMENTOS DA VERDADE
Bem-aventurado aquele a quem a verdade por si mesma ensina, não por figuras e vozes que passam, mas como em si é. Nossa opinião e nossos juízos muitas vezes nos enganam e pouco alcança. De que serve a sutil especulação sobre questões misteriosas e obscuras, de cuja ignorância não seremos julgados? Grande loucura é descurarmos as coisas úteis e necessárias, entregando-nos, com avidez, às curiosas e nocivas. Temos olhos para não ver (Sl 113,13).
Que se nos dá dos gêneros e das espécies dos filósofos? Aquele a quem fala o Verbo eterno se desembaraça de muitas questões. Desse Verbo único procedem todas as coisas e todas o proclamam e esse é o princípio que também nos fala (Jo 8,25). Sem ele não há entendimento nem reto juízo. Quem acha tudo neste Único, e tudo a ele refere e nele tudo vê, poderá ter o coração firme e permanecer em paz com Deus. Ó Deus de verdade, fazei-me um convosco na eterna caridade! Enfastia-me, muita vez, ler e ouvir tantas coisas; pois em vós acho tudo quanto quero e desejo. Calem-se todos os doutores, emudeçam todas as criaturas em vossa presença; falai-me vós só.
Quanto mais recolhido for cada um e mais simples de coração, tanto mais sublime coisa entenderá sem esforço, porque do alto recebe a luz da inteligência. O espírito puro, singelo e constante não se distrai no meio de múltiplas ocupações porque faz tudo para honra de Deus, sem buscar em coisa alguma o seu próprio interesse. Que mais te impede e perturba do que os afetos imortificados do teu coração? O homem bom e piedoso ordena primeiro no seu interior as obras exteriores; nem estas o arrasam aos impulsos de alguma inclinação viciosa, senão que as submete ao arbítrio da reta razão. Que mais rude combate haverá do que procurar vencer-se a si mesmo? E este deveria ser nosso empenho: vencermos-nos a nós mesmos, tornarmos-nos cada dia mais forte e progredirmos no bem.
Toda a perfeição, nesta vida, é mesclada de alguma imperfeição, e todas as nossas luzes são misturadas de sombras. O humilde conhecimento de ti mesmo é caminho mais certo para Deus que as profundas pesquisas da ciência. Não é reprovável a ciência ou qualquer outro conhecimento das coisas, pois é boa em si e ordenada por Deus; sempre, porém, devemos preferir-lhe a boa consciência e a vida virtuosa. Muitos, porém, estudam mais para saber, que para bem viver; por isso erram a miúdo e pouco ou nenhum fruto colhem.
Ah! Se se empregasse tanta diligência em extirpar vícios e implantar virtudes como em ventilar questões, não haveria tantos males e escândalos no povo, nem tanta relaxação nos claustros. De certo, no dia do juízo não se nos perguntará o que lemos, mas o que fizemos; nem quão bem temos falado, mas quão honestamente temos vivido. Dize-me: onde estão agora todos aqueles senhores e mestres que bem conheceste, quando viviam e floresciam nas escolas? Já outros possuem suas prebendas, e nem sei se porventura deles se lembram. Em vida pareciam valer alguma coisa, e hoje ninguém deles fala.
Oh! Como passa depressa a glória do mundo! Oxalá a sua vida tenha correspondido à sua ciência; porque, destarte, terão lido e estudado com fruto. Quantos, neste mundo, descuidados do serviço de Deus, se perdem por uma ciência vã! E porque antes querem ser grandes que humildes, se esvaecem em seus pensamentos (Rom 1,21). Verdadeiramente grande é aquele que a seus olhos é pequeno e avalia em nada as maiores honras.
Verdadeiramente prudente é quem considera como lodo tudo o que é terreno, para ganhar a Cristo (Flp 3,8). E verdadeiramente sábio aquele que faz a vontade de Deus e renuncia a própria vontade.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
CRÔNICA DE UM CORINTHIANO
É difícil descrever a sensação. Ao mesmo tempo que dói, acredito que como a Fênix, que morre e renasce mais forte, assim será o Corinthians. É hora de limpar a sujeira, arrumar a casa e começar do zero.
Mas vale uma mênção honrosa para alguns personagens em especial. Finazzi que cresceu e foi importante para adiar a queda. São Felipe, que encarnou os melhores goleiros do mundo e se transformou numa muralha. E o nosso 12º jogador, a Fiel, que entrou em campo de verdade, que apoiou o time incondicionalmente em todos os momentos. Que cantou e incentivou nos jogos e treinos. Que chorou e sofreu. Essa mesma torcida que mais do que nunca carregará o time no colo em 2008. E o ano começou hoje.
Mãos a obra.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
NOVO NOME
A pessoa cria blog, posta uma vez ou nunca postou e o nome fica preso. Como eu odeio quem começa uma coisa e não termina. Pelo menos deleta o blog e libera o nome. Tentei diversos nomes e só por curiosidade tentei os palavrões mais usados na língua portuguesa e por incrível que pareça já existiam todos.
Se alguém tiver uma sugestão, fique a vontade.
ILHAS DESCONHECIDAS
Quando era criança, um senhor canadense, Mr. Evans, foi contratado por meus pais para “treinar” meu inglês. O método de Mr. Evans consistia em narrar grandes eventos da História (com H maiúsculo) como se ele tivesse sido uma testemunha ocular. Conseqüência: há detalhes íntimos de várias cenas famosas que não sei mais se são fatos ou fantasias de Mr. Evans.
Uma fonte de inspiração de Mr. Evans era a expedição de Lewis e Clark, que, entre 1804 e 1806, abriu o caminho do Oeste americano. Segundo Mr. Evans, em 7 de abril de 1805, deixando Fort Mandan para se aventurar no território desconhecido das grandes planícies, Lewis, pensativo, teria dito a George Gibson (o melhor atirador da expedição): “New land, George” (uma nova terra, George).
Nunca pude confirmar a veracidade da dita conversa. Mas essa frase, aparentemente trivial, foi incorporada no meu léxico familiar. A cada vez que, numa viagem de férias, saíamos do país, meu irmão e eu não parávamos de repetir: “New land, George”. Ainda hoje, quando chego num lugar desconhecido, penso em Lewis e Gibson.
Mais tarde, meu irmão e eu passamos a usar a mesma expressão quando - numa festa, por exemplo - avistávamos mulheres que despertavam nosso interesse. Um dos dois, invariavelmente, levantava a mão espalmada, como se quisesse proteger os olhos do sol, e dizia: “New land, George”.
Na literatura, não é raro que um corpo amado e desejado seja comparado à paisagem de terras incógnitas. John Donne, num de seus mais lindos poemas (do século 17), chamou sua amada de “minha América, minha terra recém-descoberta”. De fato, há mesmo uma relação entre o amor e a verdadeira viagem. Vamos ver qual.
De vez em quando, tenho vontade de viajar. O que chamo de viajar não tem muito a ver com viagens de férias. Tampouco significa necessariamente desbravar terras virgens.
Encontrei a melhor definição do que é viajar numa maravilhosa e breve fábula de José Saramago, que acaba de ser publicada, “O Conto da Ilha Desconhecida” (Companhia das Letras). O protagonista explica assim seu desejo: “Quero encontrar a ilha desconhecida. Quero saber quem eu sou quando nela estiver”.
Viajar é isto: deslocar-se para um lugar onde possamos descobrir que há, em nós, algo que não conhecíamos até então. Sem estragar o prazer dos leitores, só direi que, no fim da fábula de Saramago, talvez o protagonista não encontre sua ilha, mas ele encontra uma mulher. A moral da história é incerta, entre duas leituras opostas.
Primeira leitura: quem casa não viaja (a não ser de férias); casar-se é desistir de viajar. É o que pensam, com freqüência, homens e mulheres casados. E é também o que os leva, às vezes, a se separarem. Quando achamos que o outro nos impede de viajar, ou seja, que ele nos priva da aventura de descobrir o que poderia haver de diferente em nós, o casal se torna nosso inimigo. Claro, na maioria dos casos, acusamos o casal de uma inércia que é só nossa.
Exemplo: anos atrás, na França, um amigo se interessava pelas pessoas que desaparecem sem razão aparente e refazem sua vida alhures, sob outro nome, como se tivessem sido vítimas de uma amnésia repentina. Em todos os casos em que meu amigo conseguira entrevistar esses “desaparecidos”, os mesmos constatavam que, depois de seu sumiço, em poucos anos, eles tinham reconstruído uma situação de vida parecida com aquela que tinha motivado sua fuga.
Segunda leitura: o protagonista descobre que a mulher ao seu lado é a própria ilha desconhecida que ele procurava e que a verdadeira viagem é o encontro com um outro amado. Faz todo sentido, pois o amor e a viagem, em princípio, têm isto em comum: ambos nos fazem descobrir em nós algo que não estava lá antes.
O outro amado nos transforma. Tanto quanto a chegada numa terra incógnita, ele nos revela algo inesperado em nós.
Por isso, aliás, o viajante e o amante podem esbarrar em problemas análogos: às vezes, ao sermos transformados pela viagem ou pelo amor, não gostamos do que encontramos, não gostamos dos efeitos em nós do amor ou da viagem. Essa é, em geral, a única razão séria para se separar ou para voltar da viagem.
Moral dessa coluna (e talvez da fábula de Saramago): os outros não são nenhum inferno, são uma viagem. Agora, para amar, como para viajar, é preciso ter determinação e coragem.
Contardo Calligaris, da Folha de São Paulo
A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM
Em todo esse período, muita coisa aconteceu, histórias e estórias rolaram e eu quero voltar com a inserção de um texto do Contardo Calegaris, colunista da Folha de SP. Esse texto é diferente do que costumamos ver nos jornais e vale a leitura.
Logo mais, novos posts.
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
SABEDORIA
Você é quem é hoje pelos caminhos e escolhas que fez. Deve se orgulhar disso e não esperar que as pessoas te digam o quando tudo isso é legal.
A sabedoria não tem idade.
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
FÓRMULA 1 - Capítulo II
Pois eis que surge um vídeo que mostra o que fez Lewis Hamilton quase parar: ele apertou o botão de ponto morto. Bom, todo mundo erra um dia. Ele errou quando não deveria.
SUMIÇO
terça-feira, 9 de outubro de 2007
FÓRMULA 1
Fui todo contente no site da prova e o valor dos ingressos quase me fez cair pra trás. São quase R$ 2 mil. Tô fora!!!
Gosto muito de Fórmula 1, mas meu dinheiro ainda não nasce em árvore.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
CÚMULO DA CARA DE PAU
Pela coragem, dei um pedaço duplo, um pra ela e outro pra amiga, que estava tendo um ataque de tanto rir. Essa tem jeito pra política.
QUANDO NOSSOS OLHOS DIZEM TUDO
Até que em 1997, por meio de um código o jornalista “ditou” o livro “O escafandro e a borboleta”, publicado no Brasil pela editora Martins Fontes. O livro já foi traduzido para mais de trinta línguas e vendeu cerca de 380 mil exemplares no mundo inteiro.
Em outubro chega ao Brasil a versão cinematográfica do livro.
Sinônimo de perseverança e lição para todos nós que reclamamos da vida e colocamos empecilho em tantas coisas que poderíamos realizar.
MURPHY
Pedalar na chuva, se estiver quente e num domingão é uma delícia, apesar do risco de queda. Agora, esquecer a carteira no carro da mãe, esperar por ela chegar e não resposta, sair de casa atrasado, ir de bike na chuva e no frio, chegar todo sujo e molhado e ainda ter um dia inteiro de trabalho.
Detalhe, eu quase cai. Tenho um bike com pneu fino, slik. Quando eu passei pelas grades que escoam a água da chuva no túnel do Anhagabaú, minha roda entrou numa das frestas e eu quase cai com um carro fungando no cangote.
As delícias de uma segunda-feira. Murphy, você ainda está por aí???
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
O QUE A GENTE FAZ FALA MUITO MAIS DO QUE SÓ FALAR
A Bíblia fala muito sobre o amor, em praticamente todos os livros. Jesus resumiu os mandamentos em 2: amar a Deus acima de todas as coisas, com toda a sua força, com toda a sua alma e todo seu entendimento, e ao próximo como a si mesmo. O amor é o centro nos dois mandamentos. A Bíblia também faz o seguinte questionamento: até mesmo o homem, que na sua essência é mal, quando o filho lhe pede pão, lhe dá pedras??
Quando vemos um filme, nos emocionamos com palavras de amor, mas o que realmente marca são atitudes.
Certo filho tinha um sonho: ser atleta de Triathlon e participar de competições como o IronMan: 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 km de corrida". Até então, nada de espantoso nesse sonho. Porém, o destino lhe revelou algo inesperado. Ele foi acometido por uma doença degenerativa. E seu pai, um homem de 54 anos, não hesitou em realizar o sonho do filho.
O pai, vendo o sonho do filho, fez algo impossível para muitos, algo surreal, além das expectativas. E fez tudo por amor, incondicional como o relatado em I Coríntios 13, um amor ágape, que não espera nada em troca, não se ira, mas se alegra pelo outro. E Deus, o que fez?? Teve a atitude de amor maior, entregou o único filho para uma morte certa. Mas não uma morte simples, mas com sofrimento, com dor, lágrimas. E sabe por quem? Por nós, que não merecemos, nós que não o honramos, não o respeitamos, que não o amamos incondicionalmente.
Assista a esse vídeo e reflita.
O que a gente faz, fala muito mais do que só falar.
domingo, 16 de setembro de 2007
YOUTUBE
O outro foi filmado por um grupo de turistas num safári na África. Na cena acontece algo incrível. Um grupo de leões ataca um pequeno grupo de búfalos e consegue pegar um filhote, que cai no rio. Os leões vão atrás e têm que disputar o filhote com os crocodilos. Quando o filhote é tirado da água, Na sequência, o filhote é tirado da água e quando tudo parece terminado, os búfalos que foram atacados voltam com a manada e atacam os leões, perseguindo eles até se dispersarem. Incrivelmente, o filhote sai correndo para o meio da manada. Até hoje, nunca nenhum documentarista conseguiu captar tal cena.
AINDA DÁ TEMPO?
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
SEXO E CASA PRÓPRIA
O governo local quer estimular a natalidade e vai dar uma casa para as famílias que tiverem bebês exatamente nove meses depois. Incrível não...... Eu apresentaria uma outra solução pra eles. É só dar emprego para alguns brasileiros, com um salário decente que eles povoam a cidade rapidinho. No Brasil um monte de gente engravida a todo momento sem planejamento familiar e condições financeiras, porque não tentar a sorte lá fora, rs.