domingo, 28 de fevereiro de 2010

O PAÍS DO TIO HO

Nossa viagem da Tailândia até o Vietnã foi tranquila. Saímos cedo de Phuket, paramos em Kuala Lumpur e pegamos outro vôo pra Ho Chi Min City (HCMC). Confesso que nossa viagem ao Vietnã foi 60% vontade da Cora e 40% minha. Apesar de 30 anos depois da guerra do Vietnã ter terminado, eu ainda tinha receios que resquícios de extremismo comunista estivessem em vigor. O visto de turismo pro Vietnã ainda exige um pouco mais de trabalho do que pra outros países da Ásia. Você precisa pedir com antecedência uma autorização de entrada (U$18). Depois que seu nome constar na lista deles, você dá entrada no seu visto de turista no aeroporto (Visa On Arrival – mais U$25). Com tanto controle, achei que as ruas estariam cheias de oficiais controlando cada passo seu. Porém isso se discipou no momento em que saí do aeroporto.

Seguindo o conselho da Francine (canadense que conhecemos na Tailândia), fomos procurar o ponto de ônibus que nos levaria até o centro da cidade. Andamos para lá e para cá, perguntando as pessoas onde poderíamos pegar o ônibus. Cada um indicava um lugar (onde não havia nada). No aeroporto conhecemos o Pierre e a Gaelle, casal de franceses que estava no Vietnã há 5 dias, e que também estavam procurando o tal ponto de ônibus. Esperamos por uns 15 minutos e decidimos negociar com os taxistas o preço da corrida. Enquanto negociávamos, o casal francês propôs de dividir o táxi. Tentamos localizar carros que tivessem taxímetros, o que foi um pouco difícil, porém o Pierre achou um.

O trânsito no Vietnã é um caso a parte. Centenas de motos dominam as ruas onde parece que não há qualquer legislação de trânsito. Apesar da zona, eles se entendem, até porque você não consegue acelerar muito. No carro, o casal francês nos explica que o trânsito até está tranquilo por causa do feriado (hahahahaha). Chegamos na véspera do Ano Novo Chinês, a maior celebração o Vietnã e em muitos países da Ásia.

O hotel em que ficamos é de longe o melhor na nossa viagem. Tínhamos tv a cabo, um sofá, serviço de quarto e até banheira e internet wireless no quarto. O melhor de tudo é que recebemos um upgrade de graça, porque não havia nenhum quarto do modelo que reservamos disponível.

Marcamos de encontrar nossos amigos franceses a noite para jantarmos juntos e caminharmos pelo centro até o momento da virada de ano. O centro da cidade estava lindamente decorado com flores e arranjos de todas as cores e tamanhos e muitos tigres. O ano que está vindo é o ano do tigre, o que significa muita riqueza e saúde para aqueles que nasceram nos anos do tigre. Esse ano também é excelente para os negócios.

Junto com o Pierre e a Gaulle estava a Nina, uma francesa que mora há 8 meses no Vietnã e que faz trabalho social ensinando como melhorar o relacionamento das enfermeiras locais com os pacientes. Ela tentou nos levar em alguns lugares para podermos jantar e conversar, porém alguns estavam fechados, enquanto outros eram muito caros pro nosso orçamento. Jantamos num buteco de rua mesmo, contariando todos os nossos índices do IFA (Índice de Frescura Aguda). Normalmente tomamos cuidado com o que e onde comemos, pois isso pode estragar completamente nossa viagem. Bom, nós jantamos sopa de miojo com frango (completamente sem têmpero) e sobrevivemos.

Passamos o resto da noite caminhando e conversando, dividindo histórias e experiências. Perto da meia-noite tentamos entrar num hotel que tinha um terraço na direção de onde ocorreriam a queima-de-fogos. A Nina e a Gaelle conseguiram entrar, porém o Pierra, a Cora e eu fomos bloqueados no elevador. Precisávamos pagar U$20 pelo ingresso. Sem chance! Saímos e aguardamos as duas descerem. Faltava pouco pra meia-noite. Fomos pro meio da rua que estava completamente tomada por gente, moto e ônibus. Finalmente chegou meia-noite e por vinte minutos todos nós vibramos pela linda queima de fogos e pela festa nas ruas.

Feliz Ano Novo!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A VOZ DO POVO

Você tem acompanhado minha viagem com a Cora pela Ásia?? Tá gostando??? Tem críticas ou sugestões?? Deixe seu comentário, ele vai me ajudar a melhorar os relatos, além de eu ter a oportunidade de conhecer aqueles que passam por aqui.

Grande abraço e até a próxima

A PRAIA

De manhã cedo estávamos prontos a espera da van que nos levaria até o ferry. Encontramos um grupo que estava de saída também, porém pra Phangan. A jornada deles será muito mais longa. Eles viajarão de ônibus por 10 horas por dentro da ilha de Phuket até o ponto mais próximo da ilha de Phangan. E ali ainda pegariam um ferry que levaria mais 2hs até a ilha. Uma viagem e tanto.

Nossa van chegou no horário e fomos pro ferry. Deixamos nossas malas dentro do barco e fomos para o topo curtir o visual e tirar algumas fotos. Assim que chegamos em Phi Phi Island, dezenas de pessoas te rodeiam oferecendo hotéis nos mais diferentes preços, porém todos fora do nosso limitado orçamento.

Eu não tinha nenhum mapa da ilha e não sabia pra onde virar. Caminhamos por uns 15 minutos, com todas as nossas malas sob um sol muito quente. Não achamos nada no nosso orçamento. Decidimos então que a Cora ficaria numa lanchonete com as nossas malas, enquanto eu iria caçar um lugar para nós ficarmos. Nosso orçamento era de B$300,00 por noite. Achei um mapa e reparei que a maioria dos pequenos hotéis/pousadas ficavam do outro lado da ilha (o que não é longe, tendo em vista que aquele peda;co de terra é bem estreito). Fui até e começei a bater de porta em porta. Ouvi diferentes preços: B$1.500,00, B$1.000,00, B$700,00 e B$600,00. Eu já estava caminhando há 1h30 e nada.

Um cara que trabalha num agência de mergulhos viu que eu estava meio perdido e me deu o nome de alguns lugares que se encaixariam naquilo que eu pretendia pagar. Fui atrás desses lugares e a maioria estava cheio já. Os que não estavam estavam ou for a do meu limite orçamentário ou fora do meu mínimo de higiene. Eu já estava anadando há pelo menos 2h30 sob um sol forte e sem água. Achei um lugar que tinha um quarto sobrando apenas, com higiene razoável por B$700. Era mais que o dobro que eu queria inicialmente, porém tinhamos que ficar em algum lugar. Naquela altura do campeonato eu já tinha percebido que não conseguiria nada razoável por B$300 e não havia barganha. Afinal, eles recebem centenas de turistas por dia e se eu não quero pagar aquele preço, alguém irá. Disse ao cara da pousada que precisava buscar a Cora no pier e que voltava em no máximo 15 minutos.

Encontrei a Cora e fomos até o hotel. Já era por volta de 15h, eu não havia almoçado ainda e estava completamente encharcado de suor, além de cansado. Quando chegamos lá, fui informado que não haviam mais quartos. O que???? Como assim??? Eu acabei de vir aqui e disse que ficaria com o quarto, como vocês deram o quarto pra outra pessoa??? Discuti com a mulher, ela disse sinto muito, porém tinhamos perdido o lugar. Saímos caminhando, vimos outro lugar, porém era nojento.

Passando na frente de uma agência de mergulho – Spider Monkey - (diferente da citada anteriormente, na ilha há dezenas) uma australiana radicada na Tailândia se ofereceu pra nos ajudar a arrumar um lugar. Porém, eram mais de 15hs e mais 6 barcos com turistas já haviam chegado (chegamos no primeiro barco) e seria muuuito difícil arrumar um quarto por menos de B$1.000,00 a noite. Enfim, fazer o que??? Sentamos lá e esperamos enquanto ela fazia algumas ligações. Ela achou uma pousada por B$1.000,00 a noite e disse para olharmos lá e ver se gostaríamos do lugar. A pousada era no final de uma ruela, longe da confusão e do barulho do centro. O bangalô foi construído na beira de um barranco, porém sobre longas estacas, o que fazia a chegada até ele um bom exercício. Ele foi feito todo em madeira e a cada passo lá você ouvia um rangido. Mas isso não era um problema, afinal o lugar era agradável e dentro do nosso IFA (Índice de Frescura Acumulada). Fizemos o check-in, tomamos uma ducha e fomos almoçar, depois de um dia de caça a hotéis que, se não foi 100% sucesso, pelo menos deu tudo certo.

No mesmo dia voltamos ao Spider Monkey pra fechar um passeio pelas ilhas da região. Phi Phi Island é formada por duas ilhas, Phi Phi Don e Phi Phi Leh. Os hotéis e todo o turismo ficam em Phi Phi Don, enquanto a beleza natural fica reservada pra Phi Phi Leh. Nessa ilha fica Maya Bay, cenário do filme “A Praia”, com Leonardo Dicaprio. O interessante sobre filme é que ele só usou o cenário da frente da Maya Bay, porque a ilha é pequena e não há nada além de formações rochosas e floresta. Ao redor de Phi Phi você encontrá ilhas belíssimas, como Bamboo Island, Monkey Island e Shark Island. Fechamos um pacote para o dia inteiro fazendo snorkling nessas ilhas e em outras na região.

A noite fomos jantar e vimos toda a bagunça que é Phi Phi Island. A ilha é repleta de pessoas que parecem que vão lá única e exclusivamente para beber e curtir a noite. Assim como em Phuket, o turismo sexual rola solto lá e você conseguir o que quiser. Felizmente estamos longe dessa zona. Outra coisa que percebemos é como a ilha é cara para os padrões da Tailândia. A exceção da comida tailandesa, tudo na ilha é mais caro que em qualquer outro lugar da Tailândia. Fica a dica, se você vai passar alguns dias em Phuket, prepare seu bolso.

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Fomos tomar café da manhá e nos preparar para o passeio. Um grupo de 20 pessoas se ajeitou no barco, com os equipamentos de snorkling devidamente fornecidos pela empresa. Fizemos paradas em diversos pontos, cada um mais bonito que o outro. O mar na Tailândia é de um azul turquesa lindo e rico em vida marinha. Apesar de não mergulharmos fundo, pudemos observar muitos corais e peixes de diferentes espécies. Terminamos nossa dia com um pôr-do-sol fantástico. Voltamos pro hotel cansados mas contentes pelo nosso dia. Agora era arrumar as malas e se preparar pra voltar pra Phuket na manhã seguinte.

Pegamos nosso barco até Phuket e depois um shuttle até Patong Beach. Decidimos ficar lá, pois era muito mais fácil prá conseguirmos um hotel, pra comermos e ter o que fazer, sem precisar pegar ônibus ou tuk-tuk. Achamos um hotel chamado Phuket Erawan Guest House (200 Pee Road, Patong Beach) onde ficamos 4 noites. O hotel é simples, porém foi recentemente reformado (internamente), é limpo e agradável. Negociamos um quarto com ventilador, sem água quente e sem TV por B$400,00 a noite (preço original B$500,00). Há uns 10 minutos caminhando da praia, ainda tinhamos bons e baratos restaurantes próximos, além de mini mercados 24 horas e agências de câmbio.

Nesses quatro dias que ficamos em Patong passamos todos os dias na praia, debaixo de um guarda-sol, relaxando e fazendo absolutamente nada. A noite saíamos pra jantar e passear na região, eventualmente comprando uma coisa ou outra.

A próxima para será o Vietnã, país comunista e não muito famoso como destino turístico. O que será que nos espera????

Até lá.

Epígrafo

Passei 09 dias na Tailândia e tirei algumas conclusões. A primeira é que lá impera a Lei de Gerson, eles querem levar vantagem em tudo. Para os tailandeses se você é turista, significa que você tem dinheiro e é obrigado a pagar uma fortuna por qualquer coisa. Eles mentem a todo instante pra que você gaste mais do que precisa e até quando não precisa. E se você não concorda com o preço deles, eles ficam bravos e algumas vezes te chingam. Isso não é regra, porém já aconteceu conosco diversas vezes.

Outra coisa que rola muito aqui é o turismo sexual. Nas ruas de Phuket (onde passei mais dias), na ilha de Phi Phi e em outros lugares você vê homens (de 30 pra cima, normalmente) com garotas/mulheres/travecos tailandesas. Em algumas ruas, o que mais se vê são clubes de striptease, go-go dance e afins.

Importante destacar também que poucos tailandeses falam inglês. Portanto, muita coisa é feita na base da mímica e é sempre bom ter total certeza do que você está negociando/comprando, pra não comprar gato por lebre. Seja firme na barganha e não se intimide se eles te chamarem de louco por causa do preço que você ofereceu. Você conseguirá algo melhor não muito longe.

Uma curiosidade que eu ainda não desvendei é o fato de haver óticas em todo o lugar, como se fossem restaurantes. Lojas grandes e pequenas, muitas vezes uma ao lado da outra.

Outra coisa interessante é o amor pelo futebol na Tailândia. Em todos os lugares ovê encontra tevês nos canias de esporte, principalmente futebol. Um pouco de influência inglesa e por causa do turismo? Talvez, porém acredito que também porque eles gostam do esporte.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

EM BUSCA DE PHI PHI ISLAND

Enquanto tomávamos café da manhã conhecemos a Francine, uma senhora do Canadá que estáva viajando pela Ásia há 3 meses e ainda viajaria mais 3 meses, juntamente com uma amiga. Uma das coisas mais incríveis de viajar e falar inglês é a possibilidade de encontrar pessoas de todos os cantos do mundo e conhecer histórias sensacionais e poder trocar experiências e dicas. A Francine nos deu dicas sobre o Vietnã (nossa próxima parada) e pudemos ajudá-la com algumas dicas sobre Singapura.

Pegamos algumas informações na pousada de como ir para Phuket Town, onde poderíamos trocar dinheiro e pesquisar em agências pra ir pra Phi Phi Island, uma ilha ao sul de Phuket famosa entre os viajantes que vão à Tailândia. Andamos por uns 15 minutos tentando achar o ponto de ônibus. Perguntamos em dois lugares, que simplesmente não sabiam o que era um ponto de ônibus (!) e chegaram a nos dizer que não havia ônibus ali, mas que eles conheciam alguém que poderia nos levar até Phuket Town. Hahahaha, vai esperando sentado que eu acredito em vocês. Voltamos à nossa pousada que nos disse pra esperar na frente daquele buteco (o mesmo da noite anterior) que o ônibus passaria em até uma hora. Pensamos em alugar uma moto pra facilitar e termos mais liberdade, porém decidimos esperar mais um pouco. Encontramos a Francine de novo, que também estava indo para o centro. Enquanto esperávamos, dois carros pararam pra tentar nos convencer a pegar o “táxi” deles. Dissemos não e em 5 minutos o ônibus chegou (não há ônibus de verdade na cidade, são mini caminhões com a parte de traz com bancos. Como eles vão bem devagar, não há perigo e você ainda pode aproveitar a brisa).

Chegamos e logo saímos tentando achar uma agência que pudesse nos levar até Phi Phi Island. Entramos num backpacker (pousada) pra ver os preços deles. Não ficamos felizes com o que nos ofereceram, nem com o preço. Tentamos achar então um internet café pra pesquisar sobre as melhores opções. Podíamos ficar 5 dias em Phi Phi Island ou ficar menos dias e ficar em outras ilhas, tais como Phangan, Krabi ou Samui. Após muito pesquisar, decidimos ir pra Phi Phi Island e decidir lá o que fazer, tudo dependeria se gostássemos da ilha ou não.

Depois de andar por um tempo por Phuket Town, resolvemos ir até Patong Beach pra tentar arrumar uma agência que nos levasse até Phi Phi Island por um preço justo. Achamos um quiosque com um bom preço pro ferry até a ilha. Fechamos pro dia seguinte e fomos almoçar. Passamos o resto do dia ali, nos lamentando por ter seguido o conselho dessa nossa amiga e ter ficado longe de Patong, onde tudo estava mais perto e fácil. Depois de jantarmos, fomos tentar descobrir onde poderíamos pegar o ônibus de volta pra Chalong. Advinha???? Os ônibus paravam de rodar as 17h30. Maravilha.... agora eu tinha que negociar um tuk-tuk. Pagamos B$25 pra ir de Chalong até Phuket Town e depois mais B$25 até Patong Beach – B$100 nós dois no total. O primeiro motorista de tuk-tuk que eu perguntei quanto cobrava pra nos levar até Chalong falou B$1200. Eu ri na cara dele e sai andando. Ele então me perguntou quanto eu queria pagar, e eu disse B$200. Foi a vez dele rir na minha cara e desejar boa sorte em procurar alguém.

Fui parando de motorista em motorista fazendo a mesma pergunta: Quanto você cobra pra me levar até Chalong? B$ 700 e B$500 foram os preços que eu mais ouvi. Entendi que B$200 era pouco e subi minha oferta pra B$300. Também mudei minha abordagem. Ao invés de perguntar quanto eles cobravam eu perguntava se eles me levavam até Chalong por B$300. Junto, coloquei todo o meu poder de persuasão e cara de pidão, hehehehehe. Contei que se eu pagasse mais não teria dinheiro suficiente pra almoçar no dia seguinte e blá, blá. Depois de muito tentar, consegui convencer um motorista a nos levar até lá. No dia seguinte iríamos levantar cedo pra ir até Phi Phi Island. O que nos espera???

HOSTELING INTERNATIONAL

Chegamos em Phuket a noite depois de um longo dia em Bangkok. Pegamos um taxi no aeroporto até Chalong, onde tinhamos um quarto reservado. A Cora fez uma pesquisa pela net e optou pela rede de pousadas Hosteling International, mundialmente conhecida. Chegamos no hotel por volta das 23hs, cansados e sujos de tanto transpirar durante o dia.Tinhamos mandado um e-mail dois dias antes avisando que chegaríamos tarde (nesses lugares normalmente não há uma recepção 24 horas pra te atender e é preciso avisar que chegará tarde ou então ninguém vai te receber quando você chegar). Duas garotas (elas deviam ter no máximo 16 anos) estavam nos esperando de pijama pra fazermos o check-in e nos mostrar nosso quarto. Pagamos pelos dois dias que tinhamos reservado e subimos pro segundo andar com as malas.

Chegando lá, primeiro problema, o quarto não tinha banheiro. Bucamos um quarto com banheiro pra termos mais privacidade e higiene. A Cora imediatamente desceu e avisou as meninas sobre o erro. Elas não gostaram muito, mas nos deram outro quarto, dessa vez no fundo da pousada. Quando entramos no quarto, ficamos com nojo de tudo. O quarto era pequeno, abafado, com uma janela minúscula, um banheiro menor ainda e nojento. Além disso, debaixo da cama havia pelo menos 20 baratas mortas (for a outras duas vivas que eu matei assim que entrei no quarto). No teto um monte de teias de aranha e aranhas grandes. As meninas já tinham nos deixado e não havia ninguém pra quem reclamar. Decidimos que não passaríamos a noite ali. Pegamos nossas malas e fomos pra avenida procurar um táxi.

O lugar que estávamos era ermo e não tinha táxis. Seguimos o conselho de uma amiga que tinha ido recentemente à Tailândia e tentamos não ficar próximo de Patong, um bairro na costa de Phuket que possui um monte de conveniências próximas, tais como restaurantes, bares, lanchonetes, serviços de lavanderia, internet etc, porém conhecida também pelos serviços de “companhia”, casas de striptease e turismo sexual.

Estávamos no meio do nada, sem rumo e sem ter onde ficar. A Cora chorando de cansaço e eu irritado e preocupado pela situação. Os locais do buteco falaram que conheciam um hotel, de um “amigo” e pediu para que esperássamos ali, pois eles mandariam um carro para nos pegar. Esperamos por 20 minutos e ninguém apareceu. (Aqui vale um parentêses, na maioria dos países da região sudeste da Ásia todo mundo conhece alguém, algum lugar ou tem algo que você precisa. Eles fazem ligações, falam com um e com outro e em pouco tempo você tem o que estava procurando. Algumas vezes a coisa não é 100% o que você quer, porém você pode recusar sem problemas. Bom, voltemos a história).

Depois de muito esperar, seja por um táxi ou pelo carro que supostamente nos pegaria para o outro hotel, vi um rapaz chegando a pé e indo em direção a pousada. Logo depois, vi um senhor chegando de moto e indo até lá também. Atravessei a avenida correndo e fui conversar com eles, na tentativa de localizar alguém da pousada. Felizmente, o senhor sabia onde era o quarto de uma das meninas. Eu fui até lá e bati na porta até ser atendido. Óbvio que ela não ficou feliz de ser acordada. Expliquei e reclamei sobre o quarto que nos haviam dado. Ela disse que amanhã resolvia. Eu insisti e disse que nós não iríamos dormir naquela nojeira. Depois de muito discutir, ela ligou para a outra menina, que parecia ser a chefe. Eu então mostrei o quarto à ela, que também ficou com nojo. Então nos deram um outro quarto, bem melhor do que o que tínhamos recebido anteriormente, incluindo ar condicionado. Fiz uma rápida inspeção a procura de sujeira ou baratas e felizmente este estava em ordem. Apenas pedi para tirarem uma teia de aranha que havia no quarto. Enfim depois de quase duas horas que havíamos chegado, finalmente pudémos tomar um banho e dormir em paz.

Boa noite

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A CIDADE DOS TEMPLOS

Bangkok é a capital e a maior cidade da Tailândia. Ela possui trânsito caótico, muita poluição e muita confusão. Ao mesmo tempo é uma cidade rica em histórias, com muitos templos e com uma comida gostosa.

Bangkok é apenas uma abreviação do nome da cidade, que consta no livro dos recordes, o Guinness, como o maior nome de cidade do mundo: Krung Thep Mahanakhon Amon Rattanakosin Mahinthara Yuthaya Mahadilok Phop Noppharat Ratchathani Burirom Udomratchaniwet Mahasathan Amon Piman Awatan Sathit Sakkathattiya Witsanukam Prasit. Em português, significa: "A cidade dos anjos, a grande cidade, a cidade que é jóia eterna, a cidade inabalável do deus Indra, a grande capital do mundo ornada com nove preciosas gemas, a cidade feliz, Palácio Real enorme em abundância que se assemelha à morada celestial onde reina o deus reencarnado, uma cidade dada por Indra e construída por Vishnukam" (fonte Wikipedia).

A Tailândia é famosa pelos tuk-tuks, uma mistura de carro e moto usados como táxis (transportam de 2 a 3 pessoas), e pelo Muai-tai, o boxe tailandês. Em todos os lugares você verá tuk-tuks e cartazes promovendo lutas de muai-tai.

A religião predominante é o budismo, mas você também encontrará mesquitas. Em muitos lugares você vai ver pequenos altares com oferendas onde os budistas sempre fazem o way quando passam. O way é um gesto de saudação/agradecimento entre as pessoas que é feito com as mãos na altura do peito e o pescoço curvado para frente.

O país é uma monarquia constitucional, sendo o rei o chefe de estado e o primeiro-ministro o chefe de governo.

Mais correria

Nosso vôo até aqui foi tranquilo. Dormimos quase o vôo todo. Nossa passagem em Bangkok será diferente das outras viagens que fizemos até agora. Nós passaremos algumas horas apenas e depois pegaremos um vôo noturno até Phuket.

Chegamos por volta das 9hs e fomos direto à imigração. A Cora passou de boa, porém eu fui barrado. Passageiros de países da América do Sul precisam passar pelo controle de saúde e apresentar a carteira internacional de vacinação com um carimbo que comprova que você é vacinado contra a febre amarela. Fui até o posto médico do aeroporto preencher uma papelada pra conseguir o carimbo que me permitiria entrar na Tailândia. O oficial do posto me pergunta sobre a minha carteira de vacinação. Putz! A carteira de vacinação estava com a Cora, que estava pegando nossas malas do outro lado da imigração. Expliquei ao oficial que morava na Austrália e que não tinha ido ao Brasil nos últimos dois anos. Ele aceitou meu argumento e liberou o carimbo de entrada. Passei pela imigração numa boa e finalmente pude entrar na Tailândia.

Fomos deixar nossas malas nos armários do aeroporto, assim teremos mais liberdade e tranquilidade pra caminhar pelas ruas. Passamos no centro de informações turísticas e fomos até o terminal de ônibus pegar um shuttle que nos levaria até nossa primeira parada: o Palácio e o Grande Templo. Nesse ônibus conhecemos o Fernando, um brasileiro que morava na Austrália (Sydney) e estava viajando pela Tailândia e Laos. Ele nos deu preciosas dicas do que fazer em Bangkok e Phuket, como se comportar com os locais, o que comer, o que podemos fazer e o que não devemos etc.

Assim que descemos do ônibus, fomos rodeados por pessoas nos oferecendo hotéis, thuk-thuks. Uma das primeiras coisas que você percebe na Tailândia é o trânsito louco e a poluição. Atravessar a rua é sempre um desafio. Faixa de pedestres e farol são apenas alegorias e não tem qualquer significado aqui.

Enfim, depois de uma caminhada, chegamos ao tempo são e salvos. A primeira coisa que você tem que fazer é uma checagem com os oficiais pra ver se suas roupas são comportadas o suficiente pra entrar. O ideal é:

Homens – calça larga até os tornozelos e camiseta. A calça não pode marcar as regiões genitais. Não pode bermuda, shorts ou calça até o tornozelo, nem regatas ou roupas transparentes.

Mulheres – Calça larga até o tornozelo ou vestido largo até o tornozelo também. Camiseta que cubra um pouco mais acima dos seios. Não pode saia curta, mini-saia, roupa transparente ou que marque o corpo.

Mas não se preocupe com isso, pois se você não quiser usar essas roupas o dia inteiro por causa do calor, não se preocupe. No templo você pode pegar emprestado roupas no estilo que eles querem. Você deixa um depósito no valor de B$200 (Bahs, moeda local) por peça e pega esse dinheiro de volta quando devolver a roupa. O ingresso pra entrar custa B$350 e te dá o direito de visitar o templo, o museu e a galeria de artes.

O complexo é enorme e rico em detalhes. Construído pelo rei Rama I como uma cidade fortificada, tornou-se sede da nova capital do Sião (Tailândia), Bangkok. Na área estão órgãos governamentais, o antigo palácio e templos, entre eles o Wat Phra Keo (Capela Real). Vale a pena a visita.

Passamos cerca de 2hs no templo. Na sequência fomos ao Templo do Buda Deitado (Wat Pho), um templo um pouco menor, porém com um Buda gigante de ouro deitado. Paga-se B$50 pra entrar.

Depois tentamos pegar um barco e descer um dos rios da cidade até uma estação de trem que nos levaria até o centro da cidade. Porém fomos ao lugar errado e desistimos do barco. Negociei o preço de thuk-thuk até o centro da cidade. Na Tailândia, assim como em muitos países da Ásia vale a lei da barganha. Se você não combinar um preço antes, ficará pobre antes do final da tua viagem. Fomos a um shopping almoçar e na sequência pegamos um trem até a estação final, que ficava a uma hora de ônibus do aeroporto. Chegando no aeroporto, ainda pegamos um shuttle até o terminal doméstico. Pegamos nossas malas e fomos fazer o check-in na Air Ásia. Supreendemente, nossa reserva de vôo não constava no sistema da companhia. Fomos até o balcão de atendimento da companhia verificar o que houve. Não sabemos porque, mas nossos tiquetes não haviam sido debitados. Enfim, pagamos pelos tiquetes e fizemos o check-in tranquilos. Nossa próxima parada será Phuket.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O REINO DE MERLION

Singapura é uma cidade-estado que ocupa uma ilha na parte sul da Malásia. Bem organixada e cheia de leis e regras, não se parece com um país da região sudeste da Ásia. Com prédios altos em design diferentes do comum, Singapura continua se renovando. Muitas construções antigas foram demolidas pra dar lugar a regiões com infra-estrutura, empresas e comércios. Um dos muitos prédios que estão em construção é um onde será a futura Marina Bay Sand Integrated Resorts. Esse resort será composto de 3 altos prédios interligados no topo por um.... navio!!! E esse navio é curvo ainda por cima. Isso é algo grandioso e muito diferente de qualquer prédio que eu já tenha visto.

Singapura é uma cidade cara pra turismo. Pra se ter uma idéia, o dólar australiano vale apenas SD$1,12. Os preços de qualquer coisa, sejão hotéis, restaurantes ou qualquer tipo de serviço estão sem o imposto federal, que é de 7% sobre o valor do produto/serviço. Se você for a um restaurante, você ainda terá que pagar mais 10% pelo serviço. E esse pagamento pelo serviço do garçom é obrigatório (exceto em redes fast-foods tipo Mc Donalds ou Burguer King). Então fique atento quando você for a Singapura, pois você nunca vai pagar o preço anunciado.

Na cidade você encontrará una mistura maior de religiões, incluindo até igrejas cristãs (católicas e anglicanas principalmente). Outra coisa que merece destaque é o transporte. Você pode usar trens para ir para praticamente todos os lugares, incluindo o aeroporto. Se você fala inglês, você conseguirá se comunicar com quase todo mundo. As sinalizações normalmente estão em inglês, malaio e arábe.

Chegando lá

A ida até o hotel foi quase tranquila. Após confirmar em qual estação de trem tínhamos que descer, compramos nossos tíquetes (relativamente barato) e embarcamos. Uma das coisas legais dos trens em Singapura é que você consegue um reembolso pelo cartão que você paga pra usar nos trens. Você paga um dólar pelo cartão e consegue o mesmo valor de volta quando você chega na estação. Continuando, chegamos na estação Aljunied e checamos o mapa da região e fomos na direção errada. Como os nomes das ruas naquele bairro são números, fizemos confusão com os números e paramos rua errada na frente de uma casa estranha. Após pensar um pouco chegamos a conclusão do nosso erro e fomos até a rua certa. Porém, tudo isso nos custou uns 40 minutos, com todas as malas nas costas e mãos (4) debaixo de um calor de quase 40 graus. A primeira vítima do nosso erro foram os travesseiros. A Cora quis levá-los com medo de não ter isso nos lugares que nós íamos ficar ou que fossem sujos. Eles terminaram a jornada deles na Ásia dentro de um latão de lixo em Singapura após dois anos de serviços bem prestados.

Chegamos ao hotel certo, deixamos nossas coisas e depois de um banho gelado pra refrescar, fomos até a recepção do hotel pegar mapas e seguir em direção ao centro. Nossa primeira parada foi num Mc Donalds, opção mais confiável e barata até então. Estávamos famintos, pois com a correria do aeroporto, nós não tinhamos comido nada de café da manhã. Minha agradável surpresa foi o Mega Big Mac que eles têm lá. Matou a fome e me encheu até o jantar.

Andamos pelo centro da cidade até anoitecer. Passamos pelos pontos turísticos, tais como: o Merlion, a Esplanade, a Singapore Flyer (a maior roda-gigante do mundo), Raffles Boulevard, St. Andrews Cathedral, uma igreja armênia, o Fort Canning Park e a Clark Quay. Terminamos nosso dia com um jantar na beira do rio e muita história pra contar. Fomos pro hotel descansar e se preparar para mais um dia.

Levantamos um pouco tarde e fomos direto pra Chinatown. Essa foi a primeira Chinatown com cara de China e não um mercado de produtos paraguaios. Tudo fazia referência ao ano novo chinês com muitos tigres e o vermelho dominando todas as lojas – o ano novo será dia 14/02 e este será o ano do tigre.

Seguimos de trem até a Emerald Hill, uma rua com arquitetura influenciada pela cultura Peranakan, uma mistura dos primeiros chineses que chegaram à ilha com os malaios locais. Mais tarde, os europeus se misturaram junto com os Peranakans. Dali, tentamos ir até o bairro Peranakan, porém os mapas não estavam claros e não conseguimos achar. Voltamos ao hotel a noite para arrumar as malas e nos preparar para pegar o vôo até Bangkok.

Acordamos às 5h30 para pegar o primeiro trem até o aeroporto, que sairia às 6h09. Quando estávamos na plataforma esperando pelo trem, perguntei a Cora qual era o horário do nosso vôo. Quando ela foi checar, o susto: tinhamos visto o horário errado. Nosso vôo saía às 7h15 e não às 8h30 como imaginávamos. E agora??? Tinhamos que correr para fazer o check-in e passar pela imigração. Eu estava carregando 3 malas, duas nos ombros e uma de rodinhas. A Cora carregava mais uma de mão, a bolsa dela e nossa câmera fotográfica. A Cora correu na frente e eu tentei seguir o mais próximo possível. Tinhamos que pegar um trem dentro do aeroporto pra ir pro terminal onde estava o check-in da Jet Star. Na correria a Cora quase entrou no trem que levava ao terminal errado e só não entrou porque eu gritei pra ela dizendo que ela estava indo pro trem errado. Chegamos a tempo pra fazer o check-in, e corremos para passar pela imigração. Tudo certo, agora é correr até o portão de embarque - a sinalização nas teves indicavam que nosso vôo estava no processo de embarque. Ufa!!!! Chegamos a tempo. Nunca corri tanto com malas e por um momento achei que minhas pernas iam falhar. Eu estava carregando mais de 30kg de bagagem comigo.

Enfim, agora é chegar em Bangkok e começar nossa trip pela Tailândia.

Até lá.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

WITHOUT TIME

Unfortunely I have been running all the time and conect has been difficult, so I'm sorry for no posts lately. I'll be back very soon.

SEM TEMPO

Infelizmente eu tenho corrido toda hora e conectar na net tem sido dificil, então me desculpem pela falta de posts. Eu voltarei em breve.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Last day in Malaysia

The last day of our trip in KL was simple. We woke up early to get our tickets to go to the Twin Towers. We waited for 2hs in the queue and then at 9am we went there and walked it. The sight up there is impressive and because the structure is very strong we aren't able to feel any wind. After that we went to KL Tower, but was too expansive to go up there, so we went to a shopping center to lunch and wait to meet my friend Fumi, who is studying English at the British School. Time to go to the hotel, take a shower and rest, because the next day will be really busy.

Once again, we woke up early (4h30am), this time to go the airport. When we arrived there, we found out that we had went to the wrong one and we needed take a taxi to go to the Kuala Lumpur International Airport (KLIA) - the wrong airport that we went has national and international areas, but is almost exclusive of Air Asia. That taxi was the most expansive taxi ever. And we couldn't bargain because it was a fixed price. Well, at least we didn't miss our flight.

Some tips if you have plans to go to Malaysia, specially Kuala Lumpur:

Bargain always. In 99% of the places you can get a discount.

After you booked your hotel (if you gonna book any) check with then the best way to go there. We lost some ringgits (Malaysian currency) because we didn't know that there was a train station close to our hotel.

Check which airport you gonna flight in and out. As I said before, there is one almost exclusive to Air Asia and another for other companies (main). We didn't know that and we could have missed our flight if we didn't have enough time to go to the right one.

Exchange some money before you go there so you don't need do that at the airport where the rates are always lower. This money will be important for you to pay transport to your hotel.

If you wanna try the local food and you don't like spices, ask for it before. And even after that, you gonna taste some spices while eating.

See you in Singapore.

Ultimo dia na Malasia

O último dia da nossa viagem em KL foi simples. Levantamos cedo pra pegar nossos ingressos pra subir na ponte da Twin Towers. Nós esperamos por 2hs na fila e às 9hs nós subimos lá. A visão lá em cima é impressionante e nós não sentimos nenhum qualquer vento ou balanço por causa da estrutura da ponte ser muito forte. Depois disso nós tentamos ir pra KL Tower, mas porque era muito caro pra subir nós decidimos ir para um shopping center pra almoçar e esperar minha amiga Fumi chegar (ela está estudando inglês na British School. Hora de voltar pra casa, tomar um banho e descansar porque o próximo dia será bem cheio.

Mais uma vez nós acordamos cedo (4h30), agora pra ir pro aeroporto. Quando nós chegamos no aeroporto, nós descobrimos que a gente tinha ido para o aeroporto errado. Esse aeroporto tem vôos nacionais e internacionais, porém é quase exclusivo da Air Asia (isso nós não sabíamos). Bom, nós tivémos que pagar um táxi muito caro pra ir até o Kuala Lumpur International Airport (KLIA) e nós não pudemos barganhar porque o preço era fixo. Bom pelo menos nós não perdemos nosso vôo.

Algumas dicas se você tem planos de visitar a Malásia, especialmente Kuala Lampur:

Sempre barganhe. Em 99% dos lugares você pode conseguir um desconto.

Depois que você reservou seu hotel (se você for reservar algum) cheque o melhor jeito de chegar lá vindo do aeroporto. Nós perdemos alguns ringgits (moeda da Malásia) porque nós não sabíamos que perto do nosso hotel havia uma estação de trem.

Verifique qual aeroporto você chegará e em qual você vai partir. Como eu disse antes, tem um quase exclusivo da Air Asia e outro para a outras companhias (o principal). Nós não sabíamos disso e poderíamos ter perdido nosso vôo se não tivéssemos tempo suficiente pra ir pro aeroporto certo.

Troque algum dinheiro antes de você ir prá Malásia assim você não precisará fazer isso no aeroporto, onde o câmbio é sempre mais baixo. Esse dinheiro será importante prá você pagar um transporte até o seu hotel.

Se você tentar a comida local e você não gosta de pimenta, sempre peça sem. E mesmo depois disso, você ainda vai sentir a comida um pouco apimentada enquanto estiver comendo.

Vejo vocês em Singapura.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Followers/seguidores

Hey guys

I hope you are enjoying my simple posts about my trip. I just added a new tool that identify the blog followers. So, if you like to be here, please be my guest and become a follower.

Cheers

Olá pessoal

Espero que vocês estejam gostando dos meus simples posts sobre a minha viagem. Eu acabei de adicionar uma nova ferramenta que identifica os seguidores do blog. Então, se você gostar de fazer uma visita, por favor, torne-se um seguidor.

Valeu

Long walk

We overslept and missed the right time to see the Twin Towers. You have to queue early to take your free tickets. We also missed our breakfast. Yes, we woke up really late. Well, at least we had the all day to walk around and discover new places to visit. Our first stop was Merdeka Square, where Malaysian independence was declared in 1957. Also there was a huge flagpole with the Malaysia flag. It was happening a kind of festival involving Boy Scouts and young militars there. We also took pictures of Sultan Abdul Samad Building (that houses the Malaysian High Court today). On our way to the Central Market (a place to go if you like textiles) we could see the Kompleks Dayabumi, the former Petronas headquarters. It was built in 1981 and the land mark here is a tall marble tower, cloaked in delicate fretwork screens. In profile, the tower forms a four-pointed star intersected by a square, a reoccuring symbol in Islamic art (quoting Lonely Planet).

After that we went to the National Mosque, but we couldn't go inside because it was payer time. We kept our pace in the way to the KL Lake Gardens. There you can find the Islamic Arts Museum, the National Planetarium, the Bird Park, the Memorial Tun Razak, the Police Museum, the Deer Park, the Orchid and Hibiscus Garden, the Butterfly Park, the National Monument and in the very far point the Parliament House. We started our walk at 10h30am and tried to visit as many as possible places. We did visit the Orchid and Hibiscus Garden and the National Monument, because most of the places were closed or we had to pay more that we could pay to come in. We walked for almost 5hs under 38 degrees without lunch. Our only food was some crackers and two bananas with a lot of water.


We finished our day eating in KLCC shopping center, were you can find a lot of options to choose. Our legs were worn out but we were happy. Now it's time to get some rest and be ready to weak up 5h30am to get our tickets to go up in the bridge at the Twin Towers.

See you tomorrow

Nós dormimos demais e perdemos a hora de levantar.pra visitar as Twin Towers. É preciso fazer fila cedo para pegarmos nossos tiquetes de graça. Nós também perdemos nosso café da manhã. Sim, nós realmente levanatamos tarde. Bom, pelo menos nós tinhamos o dia inteiro pra andar por ai e descobrir lugares para visitar. Nossa primeira parada foi a Merdeka Square, onde foi declarada a independência da Malásia em 1957. Lá também há um enorme mastro com a bandeira malaia. Estava acontecendo um tipo de festival envolvendo escoteiros e um tipo de grupo militar de adolescentes. Nos também fotografamos os prédios do Sultan Abdul Samad (que hospeda a alta corte da Malásia hoje). No caminho para o Central Market (o lugar que você deve ir se você gosta de tecidos) nós vimos o complexo Dayabumi, o antigo quartel-general da Petronas. O prédio foi construído em 1981 com características e formatos que respeitam a cultura islâmica.

Depois disso nós fomos até a Mesquita Nacional, porém nós não pudemos entrar porque era o horário de oração. Nós continuamos seguindo pro KL Lake Gardens, um imenso parque com muitos lugares para visitar, tais como o Museu Islâmico, o Planetário Nacional, o Parque de Passáros, o Tun Razak Memorial, o Museu da Polícia, o Parque dos Cervos, o Jardim das Orquídeas e Hibiscius (a flor nacional malaia), o Parque das Borboletas, o Monumento Nacional e o Parlamento. Alguns lugares estavam fechados e os que estavam abertos custavam mais do que nós queríamos pagar, então nós só visitamos o Jardim das Orquídeas e o Monumento Nacional. Nós caminhamos por quase 5 horas a base de bolachas, bananas e muita água.













Nós terminamos nosso dia almoçando no KLCC shopping center, onde você pode achar um monte de lugares diferentes para comer. Nossas pernas estavam exaustas, mas a gente estava feliz. Agora é hora de descansar e ficar preparado para levantar as 5h30 da manhã e pegar nossos ingressos de graça pra visitar a Twin Towers.

Até mais

domingo, 31 de janeiro de 2010

First day in Kuala Lumpur - Malaysia

Our first day of trip started at 3h30am. A little early for a holiday, but we have to do some sacrifices. We flighted out at 6h30am and landed in Kuala Lumpur (Malaysia) 12pm. Our plane was better than the last four that we have been, but still a little bit uncomfortable, because our sits were not recliner. Well, that's a small thing to someone who is going for a 3 months vacancy.

KL remembered me some coast cities of Sao Paulo state, with tropical vegetation everywhere and umid weather. The city is a mix of traditional and the modern with huge towers and Mosques and Temples sharing the same square. Trains seems to be the easiest and safe way to move here. And, likewise Bali (Indonesia), you have to bargain to do almost everything, mainly to shop but also to get a taxi. Most of the population speaks English, so it's easy to communicate and ask for directions.

Because we were tired we didn't do much today, only wandering in shopping malls. Attention girls, if you think Melbourne is the best place to shop, well you should come to KL. Here you can find hundreds shopping centres with 99% of the biggest model brands.

Tomorrow we got to see the Petronas Towers, the second tallest building in the world, and some markets.

Terima kase (Thank you) and see you soon.

Nosso primeiro dia de viagem comecou às 3h30 da manhã. Um pouco cedo pra um dia de férias, mas esse é um dos sacrifícios que temos que fazer. Nosso vôo partiu às 6h30 da manhã e chegamos em Kuala Lampur (Malásia) às 12h30. Nosso avião foi o melhor que tivemos se compararmos com os últimos 4, porém com um problema, meu assento não reclinava. Bom, isso é algo pequeno pra quem terá 3 meses de férias ininterruptas.

KL me lembra algumas cidades do litoral paulista, com vegetacao tropical e clima úmido. A cidade é uma mistura do moderno com o tradicional, com torres altas e reluzentes divindo espaco no mesmo quarteirão com mesquitas e templos. Os trens parecem ser o meio de transporte mais barato e seguro. E aqui, assim como Bali (Indonésia) também vale a regra da barganha pra quase tudo, desde compras até pegar um táxi. A maioria fala inglês, então fica fácil se comunicar e perguntar por direções.

Porque nós estávamos cansados nós não fizemos muita coisa hoje, apenas passeamos por shoppings. Aliás mulherada, se voces acham que Melbourne é o paraíso das compras, voces têem que vir pra KL. Aqui vocês podem achar milhares de shoppings com as marcas mais conhecidas.

Amanhã nós vamos conhecer a Petronas Tower, o segundo edificio mais alto do mundo, e também alguns mercados no centro.

Terima kase (muito obrigado e até mais)

sábado, 30 de janeiro de 2010

Starting our trip

Tomorrow morning Cora and me will start a trip through 6 countries in Asia: Malaysia, Singapore, Thailand, Vietna, Indonesia and Camboja. I will try to update this blog every now and then with info and photos about our little trip.

I confess I didn`t research anything about those countries, I left that job to Cora. Except for Bali, every place will be a surprise to me. I hope the next 45 days would be a great pleasure and cultural learning. Soon I have news and photos, I`ll post here.

Cheers

Amanha de madrugada a Cora e eu vamos comecar nossa viagem por 6 paises na Asia: Malasia, Singapura, Tailandia, Vietna, Indonesia e Camboja. Eu vou tentar atualizar de vez em quando com informacoes e fotos da nossa pequena viagem.

Eu confesso que nao fiz nenhuma pesquisa sobre esse paises, eu deixei esse trabalho pra Cora. A excecao de Bali, cada lugar sera uma surpresa pra mim. I espero que os proximos 45 dias possam ser prazerosos e um aprendizado cultural ao mesmo tempo. Assim que eu tiver novidades e fotos, postarei aqui.

Ate mais