04 de julho de 2008
MICOS DA LOIRA
A loira está na homestay usando o computador quando o amigo com quem ela está falando no MSN lhe manda um convite para abrir a webcam.
Ela prontamente aceita e pensa: Nossa, não sabia que tinha webcam nesse computador. Ela começa a procurar enlouquecidamente onde estava embutida essa webcam, que ela não percebia, afinal ela estava vendo o amigo no computador.
Num outro dia, ela me encontra e conta sua experiência.
Loira: Enzo, ontem eu estava usando o MSN e descobri que o computador da minha homestay tem webcam. Meu amigo me mandou um convite pra usar, eu conseguia vê-lo, mas não achava a webcam que ele tava usando. Onde será que está???
Eu prontamente respondo.
Enzo: Você não conseguiu achar porque a câmera não estava no SEU computador, mas sim no do seu amigo.
Loira: Ai........Eu fiquei meia-hora olhando até atrás do computador........
Enzo: ????
See you
03 de julho de 2008
REFLEXÕES
Estava lendo um livro chamado Fé em Deus e pé na tábua que me despertou alguns pensamentos adormecidos. O livro fala de uma viagem que dois amigos, Don e Paul, fizeram pelos Estados Unidos a bordo de uma Kombi. Nessa viagem, Don começa a rever seus conceitos sobre a vida e importância que ele dava às coisas sem sentido.
Em determinado ponto do livro, o autor (Don) diz que durante muito tempo ele achou que precisava ter roupas de marca, um carro do ano, um bom emprego e agradar aos outros pra ser feliz. Mas após uma extenuante caminhada no Grand Canyon ele diz que o que mais deixaria ele feliz era uma caneca de cereal. Uma simples caneca de cereal.Ele percebe o quanto seus desejos mudaram e fica feliz em saber que as experiências que ele estava tendo, o estavam mudando pra melhor.
Eu não ligo pra roupas da moda, nunca tive um carro e minhas duas bicicletas são bem usadas. A minha viagem pra Austrália tem me permitido fazer a mesma reflexão. As coisas que eu gastava muito tempo e não tinha sentido ou como eu dava extrema importância para a opinião dos outros.
Uma das coisas que tenho aprendido a ficar sem é a internet e o computador. Continuo gostando muito de usá-los, mas hoje não consigo passar muito tempo na frente do computador. As vezes parece que estou perdendo tempo. Tenho aproveitado mais a companhia das pessoas, conhecendo suas histórias e aprendendo com elas.
Acredito que ainda vou mudar muitas coisas em mim, que eu achava que não precisava mudar, mas que o tempo e as experiências me mostrarão que eu estava errado. Quem sabe?
See you.
01 de julho de 2008
ANYTIME
Durante nossas vidas conhecemos diversas pessoas que de alguma maneira deixam marcas. Elas podem ficar pouco ou muito tempo. Tudo depende da intensidade. Alguns passam como furacões, outros como uma leve brisa.
Qual será o impacto da minha amizade na vida dos meus amigos?? Será que um dia, quando eles tiverem suas famílias, alguém vai olhar pra trás e lembrar de mim com carinho, saudade ou rancor?? Que marca eu tenho deixado na vida das pessoas que eu conheço??
See you.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
segunda-feira, 16 de junho de 2008
RESPOSTA
Com um pouco de atraso, mas segue a resposta:
Colocar seu óculos Rayban, erguer o nariz, atravessar a rua imediatamente (como se nada tivesse acontecido), esperar mais 30 minutos pelo próximo ônibus e ver os chineses rindo da cara dela e provavelmente falando em chinês que ela era uma anta.
Colocar seu óculos Rayban, erguer o nariz, atravessar a rua imediatamente (como se nada tivesse acontecido), esperar mais 30 minutos pelo próximo ônibus e ver os chineses rindo da cara dela e provavelmente falando em chinês que ela era uma anta.
sábado, 14 de junho de 2008
MICOS DA LOIRA
Hoje vou inaugurar um espaço no blog chamado Micos da Loira. As histórias aqui publicadas são verídicas e aconteceram com uma certa loira que chegou em Perth há pouco tempo.
PONTO DE ÔNIBUS
Num sábado a tarde, a loira foi no mercado aproveitar o último dia de promoções. Após se fartar nas compras, a loira sai com oito sacolas, quatro em cada mão em direção ao ponto de ônibus.
No ponto de ônibus havia um monte de chineses e um deles cedeu o lugar pra loira sentar. Após 5 minutos esperando, o ônibus veio na direção dela, que prontamente começou a sinalizar pra ele parar. Só que o ônibus não parou, devido a um pequeno detalhe, ela estava no lado errado da rua!!!!!
Louca da vida por estar no lado errado da rua (afinal na Austrália a mão é inglesa), ela tem duas alternativas:
1- Esperar os chineses pegarem o ônibus (que eles estavam esperando corretamente) e só depois atravessar, afinal pagar mico internacional tudo bem, mas com os outros rindo na tua cara não dá;
2- Colocar seu óculos Rayban, erguer o nariz, atravessar a rua imediatamente (como se nada tivesse acontecido), esperar mais 30 minutos pelo próximo ônibus e ver os chineses rindo da cara dela e provavelmente falando em chinês que ela era uma anta.
A resposta você terá amanhã....
See you
PONTO DE ÔNIBUS
Num sábado a tarde, a loira foi no mercado aproveitar o último dia de promoções. Após se fartar nas compras, a loira sai com oito sacolas, quatro em cada mão em direção ao ponto de ônibus.
No ponto de ônibus havia um monte de chineses e um deles cedeu o lugar pra loira sentar. Após 5 minutos esperando, o ônibus veio na direção dela, que prontamente começou a sinalizar pra ele parar. Só que o ônibus não parou, devido a um pequeno detalhe, ela estava no lado errado da rua!!!!!
Louca da vida por estar no lado errado da rua (afinal na Austrália a mão é inglesa), ela tem duas alternativas:
1- Esperar os chineses pegarem o ônibus (que eles estavam esperando corretamente) e só depois atravessar, afinal pagar mico internacional tudo bem, mas com os outros rindo na tua cara não dá;
2- Colocar seu óculos Rayban, erguer o nariz, atravessar a rua imediatamente (como se nada tivesse acontecido), esperar mais 30 minutos pelo próximo ônibus e ver os chineses rindo da cara dela e provavelmente falando em chinês que ela era uma anta.
A resposta você terá amanhã....
See you
SE MEU TÊNIS FALASSE...
Desde pequeno eu tenho um relacionamento bem próximo com os meus tênis. Nunca tive muitos pares ao mesmo tempo e frequentemente tinha apenas dois, um que usava pra ir à escola e jogar futebol, e outro quando saia com a minha família. E normalmente eu os uso até abrir um buraco na sola ou rasgar ao meio.
Lembro-me com carinho do meu Kichute, que me acompanhou durante muito tempo nos colégios Salete e SAA. Também tive um Lecheval cano-longo branco com detalhes em amarelo fosforecente. Não sei porque, mas quando eu era pequeno, tive uma fase que só gostava de tênis cano-longo. Acho que isso nem existe mais hoje, com exceção de algum All Star (que eu também tive). Não posso esquecer do Lecoq Sportif que eu usei até minha mãe jogar ele fora sem eu saber.
Dos 15 aos 20 anos eu me lembro de um Olympikus preto com detalhes em marrom que foi meu parceiro em muitas histórias, incluindo meu primeiro rolê de longa distância de bike com o Glauco e o Luciano, pra Ibiúna. Foi um dos tênis que mais gostei, principalmente porque eu só tive ele por quase 5 anos. Esse tênis eu ganhei da minha vó Rosa quando eu fui roubado no ônibus e os trombadinhas levaram o único tênis que eu tinha na época, se não me engano um Mizuno. Depois de anos de excelentes serviços prestados e três buracos na sola, fui obrigado a aposentá-lo com honras militares, porque ele foi guerreiro.
Na seqüência eu tive um Nike marrom e preto que foi meu parceiro até meados de 2007. Com ele participei de minha primeira corrida de aventura e fiz muitos outros passeios, viagens e rolês. Até a minha vinda pra Austrália, ele estava no meu armário, pois não queria me desfazer dele. Mas ele se foi depois de 5 anos também.
Hoje, meu parceiro é um Adidas preto com detalhes em vermelho e prata. Com ele eu fiz minha primeira corrida de 10 km. Com ele fiz muitos rolês nas ruas, avenidas e estradas de São Paulo de bike. Ele teve oportunidades que outros não tiveram como pisar e terras estrangeiras. Com ele eu visitei a Argentina e passei por Chile e Nova Zelândia. E hoje, mais do que nunca, temos divido as curtições, micos e aventuras na Austrália. E eu não tenho dúvidas, ele estará comigo durante muitos anos ainda, pois temos planos juntos de conhecer muitos outros lugares, culturas e pessoas.
Meus tênis sabem das minhas histórias mais engraçadas, bizarras e incríveis. Eles estiveram comigo nas minhas aventuras, nos meus roles de bike e nas minhas viagens. Suportaram comigo longas caminhadas ou corridas. Ah se eles pudessem falar.....
Lembro-me com carinho do meu Kichute, que me acompanhou durante muito tempo nos colégios Salete e SAA. Também tive um Lecheval cano-longo branco com detalhes em amarelo fosforecente. Não sei porque, mas quando eu era pequeno, tive uma fase que só gostava de tênis cano-longo. Acho que isso nem existe mais hoje, com exceção de algum All Star (que eu também tive). Não posso esquecer do Lecoq Sportif que eu usei até minha mãe jogar ele fora sem eu saber.
Dos 15 aos 20 anos eu me lembro de um Olympikus preto com detalhes em marrom que foi meu parceiro em muitas histórias, incluindo meu primeiro rolê de longa distância de bike com o Glauco e o Luciano, pra Ibiúna. Foi um dos tênis que mais gostei, principalmente porque eu só tive ele por quase 5 anos. Esse tênis eu ganhei da minha vó Rosa quando eu fui roubado no ônibus e os trombadinhas levaram o único tênis que eu tinha na época, se não me engano um Mizuno. Depois de anos de excelentes serviços prestados e três buracos na sola, fui obrigado a aposentá-lo com honras militares, porque ele foi guerreiro.
Na seqüência eu tive um Nike marrom e preto que foi meu parceiro até meados de 2007. Com ele participei de minha primeira corrida de aventura e fiz muitos outros passeios, viagens e rolês. Até a minha vinda pra Austrália, ele estava no meu armário, pois não queria me desfazer dele. Mas ele se foi depois de 5 anos também.
Hoje, meu parceiro é um Adidas preto com detalhes em vermelho e prata. Com ele eu fiz minha primeira corrida de 10 km. Com ele fiz muitos rolês nas ruas, avenidas e estradas de São Paulo de bike. Ele teve oportunidades que outros não tiveram como pisar e terras estrangeiras. Com ele eu visitei a Argentina e passei por Chile e Nova Zelândia. E hoje, mais do que nunca, temos divido as curtições, micos e aventuras na Austrália. E eu não tenho dúvidas, ele estará comigo durante muitos anos ainda, pois temos planos juntos de conhecer muitos outros lugares, culturas e pessoas.
Meus tênis sabem das minhas histórias mais engraçadas, bizarras e incríveis. Eles estiveram comigo nas minhas aventuras, nos meus roles de bike e nas minhas viagens. Suportaram comigo longas caminhadas ou corridas. Ah se eles pudessem falar.....
quarta-feira, 11 de junho de 2008
PARABÉNS
Quero dar os parabéns pra uma pessoa mais do que especial. Uma mulher guerreira, batalhadora, linda, de grande coração, que não abaixa a cabeça perante as dificuldades. Alguém que não tem medo de enfrentar uma nova situação se souber que isso será bom para as pessoas que amam.
Alguém que não teve uma vida fácil, que desde pequena luta para melhorar e que a cada ano progride ainda mais. Alguém que apesar de toda a coragem que tem e já demonstrou, não tem vergonha de chorar quando está triste, quando não sabe o que fazer, quando alguém a machuca. Que sofre quando os filhos estão longe e que gostaria de tê-los debaixo de suas asas por toda a vida.
Uma mulher que quando quer algo, corre atrás. Que tem caráter, ética e valores que a tornam exemplo para os filhos, familiares e amigos. Alguém que inspira pessoas e é inspirada por Deus. Uma mulher de fé, que sabe esperar e praticar o dom da paciência.
A mulher que foi, é, e continuará sendo meu exemplo por toda a vida.
Mãe, parabéns por mais um aninho de vida. Te amo e obrigado por tudo.
Alguém que não teve uma vida fácil, que desde pequena luta para melhorar e que a cada ano progride ainda mais. Alguém que apesar de toda a coragem que tem e já demonstrou, não tem vergonha de chorar quando está triste, quando não sabe o que fazer, quando alguém a machuca. Que sofre quando os filhos estão longe e que gostaria de tê-los debaixo de suas asas por toda a vida.
Uma mulher que quando quer algo, corre atrás. Que tem caráter, ética e valores que a tornam exemplo para os filhos, familiares e amigos. Alguém que inspira pessoas e é inspirada por Deus. Uma mulher de fé, que sabe esperar e praticar o dom da paciência.
A mulher que foi, é, e continuará sendo meu exemplo por toda a vida.
Mãe, parabéns por mais um aninho de vida. Te amo e obrigado por tudo.
SMILE
O BOM FILHO A CASA TORNA
Cof, cof, cof......To passando pra tirar a poeira do blog. Será que ainda está visitando o blog??? Bom, se por acaso alguém passar por aqui, por favor, deixe um comentário, pois isso ajuda quem está escrevendo a continuar, pois assim eu sei que pessoas estão lendo.
See you.
See you.
sábado, 17 de maio de 2008
CURIOSIDADES
Outro dia, conversando com uma amiga da sala coreana, perguntei qual era a idade dela. A Young me respondeu: Aqui 22, na Coréia 23. Eu achei estranho e perguntei se o país dela tinha um calendário próprio como a China ou os judeus. Ela me disse que não. Na Coréia, as crianças já nascem com um ano de vida. Não começa do zero, como no resto do mundo.
Há pouco tempo, eu recebi uma encomenda do Brasil e precisei buscar no correio. Peguei a bike Rebecca (homestay) emprestada, dei a primeira pedalada, troquei de marcha e qdo fui frear, ops..... o freio é invertido. Normalmente, com a mão direita você freia o pneu de trás e com a esquerda o da frente. Aqui, como nos carros, é tudo ao contrário.
See you.
Há pouco tempo, eu recebi uma encomenda do Brasil e precisei buscar no correio. Peguei a bike Rebecca (homestay) emprestada, dei a primeira pedalada, troquei de marcha e qdo fui frear, ops..... o freio é invertido. Normalmente, com a mão direita você freia o pneu de trás e com a esquerda o da frente. Aqui, como nos carros, é tudo ao contrário.
See you.
terça-feira, 13 de maio de 2008
THE BOOK IS ON THE TABLE
Quando o Brasil sediar a Copa de 2014, muitas pessoas estarão por aqui, de diversos locais do mundo, com vários idiomas. Sendo assim, fica imprescindível o aprendizado de outros idiomas (em particular, o inglês), para a melhor comunicação com os turistas! Pensando em auxiliar a comunicação, foi formulada uma solução prática e rápida!!!
Chegou o sensacional e insuperável curso 'The Book is on the Table', com palavras para você usar, não só durante a Copa do Mundo de 2014, mas também em seu dia-a-dia.
Veja como é fácil:
Is we in the tape! = É nóis na fita.
Tea with me that I book your face = Chá comigo que eu livro sua cara.
I am more I = Eu sou mais eu.
Do you want a good-good? = Você quer um bom-bom?
Not even come that it doesn't have! = Nem vem que não tem!
She is full of nine o'clock= Ela é cheia de nove horas.
I am completely bald of knowing it. = Tô careca de saber.
Ooh! I burned my movie! = Oh! Queimei meu filme!
I will wash the mare. = Vou lavar a égua.
Go catch little coconuts! = Vai catar coquinho!
If you run, the beast catches; if you stay, the beast eats! = Se correr, o bicho pega, se ficar o bicho come!
Before afternoon than never. = Antes tarde do que nunca.
Take out the little horse from the rain = Tire o cavalinho da chuva.
The cow went to the swamp. = A vaca foi pro brejo!
To give one of John the Armless = Dar uma de João-sem-Braço.
See you.
Chegou o sensacional e insuperável curso 'The Book is on the Table', com palavras para você usar, não só durante a Copa do Mundo de 2014, mas também em seu dia-a-dia.
Veja como é fácil:
Is we in the tape! = É nóis na fita.
Tea with me that I book your face = Chá comigo que eu livro sua cara.
I am more I = Eu sou mais eu.
Do you want a good-good? = Você quer um bom-bom?
Not even come that it doesn't have! = Nem vem que não tem!
She is full of nine o'clock= Ela é cheia de nove horas.
I am completely bald of knowing it. = Tô careca de saber.
Ooh! I burned my movie! = Oh! Queimei meu filme!
I will wash the mare. = Vou lavar a égua.
Go catch little coconuts! = Vai catar coquinho!
If you run, the beast catches; if you stay, the beast eats! = Se correr, o bicho pega, se ficar o bicho come!
Before afternoon than never. = Antes tarde do que nunca.
Take out the little horse from the rain = Tire o cavalinho da chuva.
The cow went to the swamp. = A vaca foi pro brejo!
To give one of John the Armless = Dar uma de João-sem-Braço.
See you.
DIFERENÇAS ENTRE PERTH E SÃO PAULO – PARTE II
INTERNET
Uma das coisas sem noção que eu vi aqui em Perth e que acontece em toda a Austrália é a internet. Aqui você tem limite de downloads e uploads por mês dependendo da sua assinatura. Por exemplo, você paga AU$ 69 por mês e tem direito a 12 GB de downloads no mês e uns 8 GB de uploads por mês. Além do mais a net aqui é bem mais lenta que a de São Paulo. Quem estava acostumado com net muito rápida no Brasil, fica meio nervoso aqui.
ÁREA VERDE
Perth tem algo muito especial pra mim, que é a quantidade de parques e áreas verdes. E isso acontece em toda a cidade, não só em alguns bairros. Tem lugar que a cada dois quarteirões quase você tem um parque. Em alguns outros lugares você tem grandes parques. Próximo de casa então eu tenho acesso ao Swan River, que corta toda a cidade, e é rodeado de parques e espaços para a prática de esportes, com pista de cooper e bike, churrasqueiras na faixa e muito gramado pra pic nic. Todas as ruas aqui, a exceção das grandes avenidas e vias expressas, são arborizadas. Enquanto isso São Paulo grita pela ausência de espaços verdes e os paulistanos têm que se espremer em poucas opções.
See you
Uma das coisas sem noção que eu vi aqui em Perth e que acontece em toda a Austrália é a internet. Aqui você tem limite de downloads e uploads por mês dependendo da sua assinatura. Por exemplo, você paga AU$ 69 por mês e tem direito a 12 GB de downloads no mês e uns 8 GB de uploads por mês. Além do mais a net aqui é bem mais lenta que a de São Paulo. Quem estava acostumado com net muito rápida no Brasil, fica meio nervoso aqui.
ÁREA VERDE
Perth tem algo muito especial pra mim, que é a quantidade de parques e áreas verdes. E isso acontece em toda a cidade, não só em alguns bairros. Tem lugar que a cada dois quarteirões quase você tem um parque. Em alguns outros lugares você tem grandes parques. Próximo de casa então eu tenho acesso ao Swan River, que corta toda a cidade, e é rodeado de parques e espaços para a prática de esportes, com pista de cooper e bike, churrasqueiras na faixa e muito gramado pra pic nic. Todas as ruas aqui, a exceção das grandes avenidas e vias expressas, são arborizadas. Enquanto isso São Paulo grita pela ausência de espaços verdes e os paulistanos têm que se espremer em poucas opções.
See you
CINDERELA
Após procurar por quartos pra alugar por um pouco mais de uma semana, a dona da casa me propôs continuar aqui por um preço mais em conta, porém no esquema de sharehouse. Ela me aluga o quarto incluindo energia, gás e utensílios domésticos e eu preparo minha comida. Eu prefiro assim porque faço a janta no horário e com coisas das quais gosto.
Aqui, especificamente, eles jantam muito cedo, algumas vezes às 18h00 ou 18h30, mas na maioria das vezes comemos às 19h, o que para mim é quase um lanche da tarde. Em São Paulo eu almoçava entre 13h e 15h, tomava um copo de leite ou uma fruta no final da tarde ou umas 19h e tomava um lanche umas 22h ou mais.
Após estar tudo acertado com relação ao quarto, estava na hora de limpá-lo novamente. Já estava há um mês aqui e eu tinha feito uma grande faxina no primeiro dia e depois só micro limpezas. Comecei tirando o tapete (que eu não quero mais porque junto muito pó) e terminei duas horas depois com todo mundo na casa dizendo que eu não precisava limpar tanto.
Não sou a pessoa mais neurótica do mundo com limpeza e minha mãe e irmão podem comprovar. Mas o quarto precisava de uma faxina que acredito que ele nunca viu em quase 90 anos (a casa é do início da década de 30).
Aqui, especificamente, eles jantam muito cedo, algumas vezes às 18h00 ou 18h30, mas na maioria das vezes comemos às 19h, o que para mim é quase um lanche da tarde. Em São Paulo eu almoçava entre 13h e 15h, tomava um copo de leite ou uma fruta no final da tarde ou umas 19h e tomava um lanche umas 22h ou mais.
Após estar tudo acertado com relação ao quarto, estava na hora de limpá-lo novamente. Já estava há um mês aqui e eu tinha feito uma grande faxina no primeiro dia e depois só micro limpezas. Comecei tirando o tapete (que eu não quero mais porque junto muito pó) e terminei duas horas depois com todo mundo na casa dizendo que eu não precisava limpar tanto.
Não sou a pessoa mais neurótica do mundo com limpeza e minha mãe e irmão podem comprovar. Mas o quarto precisava de uma faxina que acredito que ele nunca viu em quase 90 anos (a casa é do início da década de 30).
Detalhe, não tem vassoura, rodo ou pano de chão na casa. É tudo no aspirador de pó. E eu ainda consegui um pano de cozinha que eu usei pra passar no chão do quarto, de joelhos. No meu dia de Cinderela, só faltou uma princesa me resgatar com um Adidas 42, afinal estamos no século 21.
See you.
TECNOLOGIA E MEMÓRIA
Vale a leitura e reflexão.
Velocidade da web causará perda de memória, diz Umberto Eco
Em entrevista publicada no jornal espanhol "El Pais" e reproduzida pelo caderno Mais! deste domingo, o romancista Umberto Eco fala sobre a velocidade da internet e como ela afeta a troca de informação.
Antes de se consagrar como romancista, Eco já era considerado um importante semiótico, autor de obras marcantes como "Apocalípticos e Integrados" e "Super-Homem de Massa" (sobre a cultura de massa, analisando romances de folhetim e quadrinhos), "Como Se Faz uma Tese" e "Obra Aberta" (Perspectiva).
Na ficção, além de "O Nome da Rosa" (Best Seller), publicou "O Pêndulo de Foucault", "A Ilha do Dia Anterior", "Baudolino" e "A Misteriosa Chama da Rainha Loana" (Record). Sobre tradução, saiu no Brasil em 2007 "Quase a Mesma Coisa" (também pela Record).
Confira trechos da entrevista abaixo. A íntegra, disponível apenas para assinantes UOL ou Folha, pode ser lida aqui.
PERGUNTA - Existe alguma saída para esse mal-estar universal?
ECO - No momento, não. E, se eu tivesse a receita, a venderia ao presidente dos EUA por alguns bilhões de dólares!
PERGUNTA - Com certeza. E quem será ele?
ECO - E que sei eu? Os escritores não somos Nostradamus.
PERGUNTA - O que é certo é que alguns anos atrás o sr. disse que viveríamos de modo rapidíssimo, e agora vivemos em velocidades supersônicas.
ECO - E tudo o que existe agora será obsoleto dentro de pouco tempo. Até o e-mail será obsoleto, porque tudo será feito com o celular.
Talvez as novas gerações se acostumem a isso, mas existe uma velocidade do processo que é de tal calibre que a psicologia humana talvez não consiga adaptar-se. Estamos em velocidade tão grande que não existe nenhuma bibliografia científica americana que cite livros de mais de cinco anos atrás.
O que foi escrito antes já não conta, e isso é uma perda também quanto à relação com o passado.
PERGUNTA - A fé cega na internet, por outro lado, cria monstros.
ECO - Sim, parece que tudo é certo, que você dispõe de toda a informação, mas não sabe qual é confiável e qual é equivocada. Essa velocidade vai provocar a perda de memória.
E isso já acontece com as gerações jovens, que já não recordam nem quem foram Franco ou Mussolini! A abundância de informações sobre o presente não lhe permite refletir sobre o passado. Quando eu era criança, chegavam à livraria talvez três livros novos por mês; hoje chegam mil. E você já não sabe que livro importante foi publicado há seis meses. Isso também é uma perda de memória. A abundância de informações sobre o presente é uma perda, e não um ganho.
PERGUNTA - A memória é o esquecimento, como diria [o escritor uruguaio] Mario Benedetti.
ECO - É a história de "Funes, o Memorioso", de Borges: aquele que tem toda a memória é um estúpido.
PERGUNTA - Tanta informação faz com que os jornais pareçam irrelevantes.
ECO - Esse é um de nossos problemas contemporâneos. A abundância de informação irrelevante, a dificuldade em selecioná-la e a perda de memória do passado -e não digo nem sequer da memória histórica. A memória é nossa identidade, nossa alma. Se você perde a memória hoje, já não existe alma; você é um animal.
Se você bate a cabeça em algum lugar e perde a memória, converte-se num vegetal. Se a memória é a alma, diminuir muito a memória é diminuir muito a alma.
PERGUNTA - Qual seria hoje o papel da informação?
ECO - Creio que perdemos muito tempo nos formulando essas perguntas, enquanto as gerações mais jovens simplesmente deixaram de ler jornais e se comunicam por meio de mensagens de texto.
Eu não posso me desligar dos jornais. Para mim, sua leitura é a oração matinal do homem moderno. Não posso tomar o café da manhã se não tiver pelo menos dois jornais para ler.
Mas talvez sejamos os resquícios de uma civilização, porque os jornais têm muitas páginas, mas não muita informação. Sobre o mesmo tema há quatro artigos que talvez digam a mesma coisa... Existe abundância de informação, mas também abundância da mesma informação.
Não sei se você se lembra de minha teoria sobre o "Fiji Journal". Eu estava em Fiji coletando informações sobre os corais para meu livro "A Ilha do Dia Anterior" [ed. Record], e em meu hotel chegava todas as manhãs o "Fiji Journal", que tinha oito páginas -seis de anúncios, uma de notícias locais e outra de notícias internacionais.
No mês que passei ali, a primeira Guerra do Golfo estava prestes a estourar, e, na Itália, o primeiro governo de Berlusconi tinha caído. Inteirei-me de tudo porque em uma única página de notícias internacionais, em três ou quatro linhas, davam-me as notícias mais importantes.
PERGUNTA - Como a internet.
ECO - Vamos à internet para tomar conhecimento das notícias mais importantes. A informação dos jornais será cada vez mais irrelevante, mais diversão que informação. Já não nos dizem o que decidiu o governo francês, mas nos dão quatro páginas de fofocas sobre Carla Bruni e Sarkozy [atual presidente da França].
Os jornais se parecem cada vez mais com as revistas que havia para ler na barbearia ou na sala de espera do dentista.
Velocidade da web causará perda de memória, diz Umberto Eco
Em entrevista publicada no jornal espanhol "El Pais" e reproduzida pelo caderno Mais! deste domingo, o romancista Umberto Eco fala sobre a velocidade da internet e como ela afeta a troca de informação.
Antes de se consagrar como romancista, Eco já era considerado um importante semiótico, autor de obras marcantes como "Apocalípticos e Integrados" e "Super-Homem de Massa" (sobre a cultura de massa, analisando romances de folhetim e quadrinhos), "Como Se Faz uma Tese" e "Obra Aberta" (Perspectiva).
Na ficção, além de "O Nome da Rosa" (Best Seller), publicou "O Pêndulo de Foucault", "A Ilha do Dia Anterior", "Baudolino" e "A Misteriosa Chama da Rainha Loana" (Record). Sobre tradução, saiu no Brasil em 2007 "Quase a Mesma Coisa" (também pela Record).
Confira trechos da entrevista abaixo. A íntegra, disponível apenas para assinantes UOL ou Folha, pode ser lida aqui.
PERGUNTA - Existe alguma saída para esse mal-estar universal?
ECO - No momento, não. E, se eu tivesse a receita, a venderia ao presidente dos EUA por alguns bilhões de dólares!
PERGUNTA - Com certeza. E quem será ele?
ECO - E que sei eu? Os escritores não somos Nostradamus.
PERGUNTA - O que é certo é que alguns anos atrás o sr. disse que viveríamos de modo rapidíssimo, e agora vivemos em velocidades supersônicas.
ECO - E tudo o que existe agora será obsoleto dentro de pouco tempo. Até o e-mail será obsoleto, porque tudo será feito com o celular.
Talvez as novas gerações se acostumem a isso, mas existe uma velocidade do processo que é de tal calibre que a psicologia humana talvez não consiga adaptar-se. Estamos em velocidade tão grande que não existe nenhuma bibliografia científica americana que cite livros de mais de cinco anos atrás.
O que foi escrito antes já não conta, e isso é uma perda também quanto à relação com o passado.
PERGUNTA - A fé cega na internet, por outro lado, cria monstros.
ECO - Sim, parece que tudo é certo, que você dispõe de toda a informação, mas não sabe qual é confiável e qual é equivocada. Essa velocidade vai provocar a perda de memória.
E isso já acontece com as gerações jovens, que já não recordam nem quem foram Franco ou Mussolini! A abundância de informações sobre o presente não lhe permite refletir sobre o passado. Quando eu era criança, chegavam à livraria talvez três livros novos por mês; hoje chegam mil. E você já não sabe que livro importante foi publicado há seis meses. Isso também é uma perda de memória. A abundância de informações sobre o presente é uma perda, e não um ganho.
PERGUNTA - A memória é o esquecimento, como diria [o escritor uruguaio] Mario Benedetti.
ECO - É a história de "Funes, o Memorioso", de Borges: aquele que tem toda a memória é um estúpido.
PERGUNTA - Tanta informação faz com que os jornais pareçam irrelevantes.
ECO - Esse é um de nossos problemas contemporâneos. A abundância de informação irrelevante, a dificuldade em selecioná-la e a perda de memória do passado -e não digo nem sequer da memória histórica. A memória é nossa identidade, nossa alma. Se você perde a memória hoje, já não existe alma; você é um animal.
Se você bate a cabeça em algum lugar e perde a memória, converte-se num vegetal. Se a memória é a alma, diminuir muito a memória é diminuir muito a alma.
PERGUNTA - Qual seria hoje o papel da informação?
ECO - Creio que perdemos muito tempo nos formulando essas perguntas, enquanto as gerações mais jovens simplesmente deixaram de ler jornais e se comunicam por meio de mensagens de texto.
Eu não posso me desligar dos jornais. Para mim, sua leitura é a oração matinal do homem moderno. Não posso tomar o café da manhã se não tiver pelo menos dois jornais para ler.
Mas talvez sejamos os resquícios de uma civilização, porque os jornais têm muitas páginas, mas não muita informação. Sobre o mesmo tema há quatro artigos que talvez digam a mesma coisa... Existe abundância de informação, mas também abundância da mesma informação.
Não sei se você se lembra de minha teoria sobre o "Fiji Journal". Eu estava em Fiji coletando informações sobre os corais para meu livro "A Ilha do Dia Anterior" [ed. Record], e em meu hotel chegava todas as manhãs o "Fiji Journal", que tinha oito páginas -seis de anúncios, uma de notícias locais e outra de notícias internacionais.
No mês que passei ali, a primeira Guerra do Golfo estava prestes a estourar, e, na Itália, o primeiro governo de Berlusconi tinha caído. Inteirei-me de tudo porque em uma única página de notícias internacionais, em três ou quatro linhas, davam-me as notícias mais importantes.
PERGUNTA - Como a internet.
ECO - Vamos à internet para tomar conhecimento das notícias mais importantes. A informação dos jornais será cada vez mais irrelevante, mais diversão que informação. Já não nos dizem o que decidiu o governo francês, mas nos dão quatro páginas de fofocas sobre Carla Bruni e Sarkozy [atual presidente da França].
Os jornais se parecem cada vez mais com as revistas que havia para ler na barbearia ou na sala de espera do dentista.
terça-feira, 6 de maio de 2008
FREMANTLE
Estão disponíveis no meu álbum orkutiano fotos de Fremantle.
Fremantle é uma cidade australiana na região metropolitana de Perth, estado da Austrália Ocidental. Localiza-se a 19 km ao sudoeste do centro financeiro de Perth. Foi declarada cidade em 1929 e sua população aproximada é de 25 mil habitantes. O nome da cidade vem de Charles Howe Fremantle (fonte Wikipédia).
See you.
Fremantle é uma cidade australiana na região metropolitana de Perth, estado da Austrália Ocidental. Localiza-se a 19 km ao sudoeste do centro financeiro de Perth. Foi declarada cidade em 1929 e sua população aproximada é de 25 mil habitantes. O nome da cidade vem de Charles Howe Fremantle (fonte Wikipédia).
See you.
YOU KNOW JESUS?
Desde que cheguei na Austrália tive a oportunidade de conhecer e conversar com pessoas da Suíça, Itália, Espanha, Inglaterra, Nova Zelândia, Japão, Coréia do Sul, Índia, Malásia, Tailândia, Ilhas Maurício, e Réunion Island, que eu sequer sabia que existia.
E entre os muitos assuntos que se fala, estão a religião e crenças. Tem católicos, protestantes, hindus, muçulmanos e pessoas que crêem em filosofias. Mas o que mais me impressionou não foram as diferenças religiosas, mas sim que a grande maioria não acredita em nada, nem ninguém. A maioria das pessoas da Europa e Ásia simplesmente negam a existência de Deus e Jesus Cristo. Fazem pouco caso e tratam isso como conto de fadas para adultos.
Uma notícia informa que a Bíblia é pouco conhecida da maioria das pessoas, principalmente dos países democráticos e livres. Detalhe, a Bíblia é o livro mais difundido e traduzido no mundo, com versões em 2.454 idiomas.
Meu flatmate, Samuel, é da Reunion Island, um cara simpático, um pouco tímido, mas muito gente boa. Ele é mais novo que eu e é como se fosse meu irmão mais novo. Numa das nossas muitas conversas, perguntei a ele se acreditava em Deus. Ele disse que sim. Perguntei se ele cria em Jesus. E ele me respondeu: Quem é Jesus??? Exatamente. A pessoa mais famosa do mundo, que causou um impacto tão grande na humanidade que a era histórica se divide AC e DC, não é conhecida pelo meu amigo.
Eu imaginei que isso pudesse ocorrer na Coréia do Norte, em Cuba ou na China, que são paises comunistas que rejeitam e proíbem o culto a Deus. Mas numa ilha que é um estado da França, onde impera a democracia.
Bom, agora o Samuel sabe que existe um Deus verdadeiro e que Jesus morreu na cruz por ele e por seus pecados. O próximo passo é que ele não apenas conheça, mas conviva com o nosso Deus vivo. E você, conhece a Jesus???
See you.
E entre os muitos assuntos que se fala, estão a religião e crenças. Tem católicos, protestantes, hindus, muçulmanos e pessoas que crêem em filosofias. Mas o que mais me impressionou não foram as diferenças religiosas, mas sim que a grande maioria não acredita em nada, nem ninguém. A maioria das pessoas da Europa e Ásia simplesmente negam a existência de Deus e Jesus Cristo. Fazem pouco caso e tratam isso como conto de fadas para adultos.
Uma notícia informa que a Bíblia é pouco conhecida da maioria das pessoas, principalmente dos países democráticos e livres. Detalhe, a Bíblia é o livro mais difundido e traduzido no mundo, com versões em 2.454 idiomas.
Meu flatmate, Samuel, é da Reunion Island, um cara simpático, um pouco tímido, mas muito gente boa. Ele é mais novo que eu e é como se fosse meu irmão mais novo. Numa das nossas muitas conversas, perguntei a ele se acreditava em Deus. Ele disse que sim. Perguntei se ele cria em Jesus. E ele me respondeu: Quem é Jesus??? Exatamente. A pessoa mais famosa do mundo, que causou um impacto tão grande na humanidade que a era histórica se divide AC e DC, não é conhecida pelo meu amigo.
Eu imaginei que isso pudesse ocorrer na Coréia do Norte, em Cuba ou na China, que são paises comunistas que rejeitam e proíbem o culto a Deus. Mas numa ilha que é um estado da França, onde impera a democracia.
Bom, agora o Samuel sabe que existe um Deus verdadeiro e que Jesus morreu na cruz por ele e por seus pecados. O próximo passo é que ele não apenas conheça, mas conviva com o nosso Deus vivo. E você, conhece a Jesus???
See you.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
DIFERENÇAS ENTRE PERTH E SÃO PAULO – PARTE I
É quase impossível você morar numa cidade totalmente nova pra você e não comparar com a cidade onde você nasceu e viveu quase sua vida inteira. Assim também é comigo e todos os dias eu faço alguma comparação entre Perth e São Paulo. Vamos a elas:
TAMANHO E IMPORTÂNCIA
Bom, eu sei que é covardia, mas é a primeira coisa que me lembro quando penso nas duas cidades. São Paulo é a terceira maior cidade do mundo, centro econômico da América Latina, capital mundial da gastronomia, a cidade que nunca dorme, cidade que você pode levar algumas horas pra atravessar de ponta a ponta, 12 milhões de habitantes e mais um monte de coisas.
Já Perth é a maior cidade de Western Austrália e a que mais cresce em todo o país. E só. A cidade tem um milhão e meio de habitantes, mas depende economicamente do dinheiro vindo das minas, que ficam ao norte do estado. A cidade não possui indústria e não sedia os escritórios das grandes empresas australianas. Em comparação a outras cidades da Austrália, Perth fica atrás de Sidney, Melbourne e Adelaide. Porém, acredito que logo mais subirá de posição econômica.
HORÁRIOS
São Paulo quase não pára. O comércio de rua costuma fechar entre 19h e 20h e os shoppings às 22hs. Bares e lanchonetes vão até de madrugada. Você sempre vai encontrar um lugar aberto na cidade, seja um supermercado, uma farmácia, uma café, lanchonete, posto de gasolina, entre outros. As baladas começam às 22hs e vão até o dia seguinte. Em São Paulo temos ônibus até umas 2hs normalmente, mas você nunca sabe a hora que ele vai passar. E o metrô e trem vão até à meia-noite durante a semana e domingo e até às 2hs de sexta e sábado.
Em Perth, muitos lugares fecham às 17hs., principalmente o comércio de rua e shoppings. Farmácias e supermercados vão até um pouco mais tarde (19hs). As lanchonetes costumam ir até umas 22hs. O Mc Donalds possui alguns espaços 24hs, mas só eles. As baladas aqui começam umas 20h/21h e terminam no máximo às 2h da manhã. Um ou outro lugar vai até mais tarde. A mesma coisa serve para os barzinhos. Esqueceu de comprar o leite pro café da manhã??? Azar o seu, espera até a manhã seguinte, rs. Nos bairros próximos do centro, os ônibus funcionam até umas 23h30, nos mais afastados algumas linhas encerram o expediente às 21hs. O trem vai até meia-noite de segunda a quinta, até às 2h de sexta e sábado e até 23h30 de domingo. Uma coisa legal dos ônibus e trens é o timetable (tabela de horários). Tem um de cada linha. Você pega das linhas que mais usa e pode se programar pra chegar no ponto um pouco antes da condução passar. Lógico que em algumas momentos o ônibus atrasa, mas não é sempre.
Ah, todas essas informações são de alguém que está há duas semanas aqui só, mas contém informação de pessoas que estão há mais tempo. Ainda assim, pode haver uma pequena diferença entre um ou outro horário.
See you.
TAMANHO E IMPORTÂNCIA
Bom, eu sei que é covardia, mas é a primeira coisa que me lembro quando penso nas duas cidades. São Paulo é a terceira maior cidade do mundo, centro econômico da América Latina, capital mundial da gastronomia, a cidade que nunca dorme, cidade que você pode levar algumas horas pra atravessar de ponta a ponta, 12 milhões de habitantes e mais um monte de coisas.
Já Perth é a maior cidade de Western Austrália e a que mais cresce em todo o país. E só. A cidade tem um milhão e meio de habitantes, mas depende economicamente do dinheiro vindo das minas, que ficam ao norte do estado. A cidade não possui indústria e não sedia os escritórios das grandes empresas australianas. Em comparação a outras cidades da Austrália, Perth fica atrás de Sidney, Melbourne e Adelaide. Porém, acredito que logo mais subirá de posição econômica.
HORÁRIOS
São Paulo quase não pára. O comércio de rua costuma fechar entre 19h e 20h e os shoppings às 22hs. Bares e lanchonetes vão até de madrugada. Você sempre vai encontrar um lugar aberto na cidade, seja um supermercado, uma farmácia, uma café, lanchonete, posto de gasolina, entre outros. As baladas começam às 22hs e vão até o dia seguinte. Em São Paulo temos ônibus até umas 2hs normalmente, mas você nunca sabe a hora que ele vai passar. E o metrô e trem vão até à meia-noite durante a semana e domingo e até às 2hs de sexta e sábado.
Em Perth, muitos lugares fecham às 17hs., principalmente o comércio de rua e shoppings. Farmácias e supermercados vão até um pouco mais tarde (19hs). As lanchonetes costumam ir até umas 22hs. O Mc Donalds possui alguns espaços 24hs, mas só eles. As baladas aqui começam umas 20h/21h e terminam no máximo às 2h da manhã. Um ou outro lugar vai até mais tarde. A mesma coisa serve para os barzinhos. Esqueceu de comprar o leite pro café da manhã??? Azar o seu, espera até a manhã seguinte, rs. Nos bairros próximos do centro, os ônibus funcionam até umas 23h30, nos mais afastados algumas linhas encerram o expediente às 21hs. O trem vai até meia-noite de segunda a quinta, até às 2h de sexta e sábado e até 23h30 de domingo. Uma coisa legal dos ônibus e trens é o timetable (tabela de horários). Tem um de cada linha. Você pega das linhas que mais usa e pode se programar pra chegar no ponto um pouco antes da condução passar. Lógico que em algumas momentos o ônibus atrasa, mas não é sempre.
Ah, todas essas informações são de alguém que está há duas semanas aqui só, mas contém informação de pessoas que estão há mais tempo. Ainda assim, pode haver uma pequena diferença entre um ou outro horário.
See you.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
UM ABRAÇO PRA VOCÊ
Recebi o texto abaixo da Greice, uma amiga muito querida que a vida me deu a oportunidade de reencontrar há alguns anos atrás depois de muito tempo sem contato. Tomei a liberdade de reproduzir o texto abaixo que eu não sei de quem é a autoria, mas que eu curti muito e que se torna mais especial ainda por ter sido enviado por ela.
Queria um abraço hoje...
De repente deu vontade de um abraço.
Uma vontade de entrelaço, de proximidade…
de amizade, sei lá…
Talvez um aconchego que enfatize a vida
e amenize as dores…
Que fale sobre os amores,
que seja teimoso e ao mesmo tempo forte.
Deu vontade de poder rever
saudade de um abraço.
Um abraço que eternize o tempo
e preencha todo espaço
mas que faça lembrar do carinho,
que surge devagarzinho
da magia da união dos corpos,
das auras, sei lá…
Lembrar do calor das mãos
acariciando as costas a dizer… "estou aqui."
Lembrar do trançar dos braços envolventes
e seguros afirmando "estou com você"…
Lembrar da transfusão de forças
com a suavidade do momento… sei lá…
abraço… abraço… abraço…
abraço… abraço… abraço…
abraço… abraço… abraço…
O que importa é a magia deste abraço!
A fusão de energia que harmoniza,
integra tudo, e que se traduz
no cosmo, no tempo e no espaço.
Só sei que agora deu vontade desse abraço!!
Que afaste toda e qualquer angústia.
Que desperte a lágrima da alegria,
e acalme o coração…
Que traduza a amizade,
o amor e a emoção.
E para um abraço assim
só pude pensar em você…
nessa sua energia,
nessa sua sensibilidade
que sabe entender o por quê…
dessa vontade desse abraço.
See you.
Queria um abraço hoje...
De repente deu vontade de um abraço.
Uma vontade de entrelaço, de proximidade…
de amizade, sei lá…
Talvez um aconchego que enfatize a vida
e amenize as dores…
Que fale sobre os amores,
que seja teimoso e ao mesmo tempo forte.
Deu vontade de poder rever
saudade de um abraço.
Um abraço que eternize o tempo
e preencha todo espaço
mas que faça lembrar do carinho,
que surge devagarzinho
da magia da união dos corpos,
das auras, sei lá…
Lembrar do calor das mãos
acariciando as costas a dizer… "estou aqui."
Lembrar do trançar dos braços envolventes
e seguros afirmando "estou com você"…
Lembrar da transfusão de forças
com a suavidade do momento… sei lá…
abraço… abraço… abraço…
abraço… abraço… abraço…
abraço… abraço… abraço…
O que importa é a magia deste abraço!
A fusão de energia que harmoniza,
integra tudo, e que se traduz
no cosmo, no tempo e no espaço.
Só sei que agora deu vontade desse abraço!!
Que afaste toda e qualquer angústia.
Que desperte a lágrima da alegria,
e acalme o coração…
Que traduza a amizade,
o amor e a emoção.
E para um abraço assim
só pude pensar em você…
nessa sua energia,
nessa sua sensibilidade
que sabe entender o por quê…
dessa vontade desse abraço.
See you.
SIMPLESMENTE AMOR
Faz 4 dias que não escrevo nada, apenas penso sobre tudo que tem acontecido comigo aqui. Hoje, ao ler o e-mail do meu irmão Jr. me dando parabéns me lembrei do quanto sou amado pela minha família e amigos e o como retribui muito pouco desse amor até hoje.
Meu irmão não escreveu muito, mas foi o suficiente pra me fazer chorar. Me lembrei de como passei pouco tempo com ele e de coisas que fiz das quais não me orgulho. E desejei voltar no tempo pra mudar muitas coisas.
Me lembrei também como Jesus me amou e me ama até hoje, incondicionalmente. Conversei com Deus e pedi perdão de coisas que fiz e que pensei que não foram boas. Pedi perdão por não honrar Jesus, nem tudo que Ele fez por mim até hoje.
Recebi o texto abaixo de uma missão chamada Portas Abertas, que falou muito comigo e foi de encontro a tudo que escrevi acima. Vale a leitura e reflexão pra qualquer pessoa. E quem puder, entre no link do relato abaixo, pois é um exemplo de fé absoluta em Jesus e no que ele representa.
"Entregar-se verdadeiramente à vontade de Deus e à sua obra exige uma transformação profunda. É preciso esvaziar-se de si mesmo, ou seja, da própria vontade, para seguir o caminho que o Senhor determinar, qualquer que seja o desfecho. Você já parou para pensar até onde iria por Jesus?
Nossos irmãos da Coréia do Sul nos trazem essa semana uma profunda lição. Há um grupo sendo preparado para entrar na Coréia do Norte, assim que houver uma oportunidade. Eles sabem que provavelmente não voltarão para casa, mas seguem firmes no propósito de evangelizar a nação mais hostil do mundo aos cristãos."
Muitas vezes o Senhor permite a perda de algo precioso em nossas vidas, para nos ensinar o valor da verdadeira entrega. Você se dispõe a abrir mão de tudo? Reserve um tempo para avaliar o seu compromisso com Jesus.
"A quem tenho nos céus senão a ti? E na terra, nada mais desejo além de estar junto de ti".
Salmo 73.25
See you
Meu irmão não escreveu muito, mas foi o suficiente pra me fazer chorar. Me lembrei de como passei pouco tempo com ele e de coisas que fiz das quais não me orgulho. E desejei voltar no tempo pra mudar muitas coisas.
Me lembrei também como Jesus me amou e me ama até hoje, incondicionalmente. Conversei com Deus e pedi perdão de coisas que fiz e que pensei que não foram boas. Pedi perdão por não honrar Jesus, nem tudo que Ele fez por mim até hoje.
Recebi o texto abaixo de uma missão chamada Portas Abertas, que falou muito comigo e foi de encontro a tudo que escrevi acima. Vale a leitura e reflexão pra qualquer pessoa. E quem puder, entre no link do relato abaixo, pois é um exemplo de fé absoluta em Jesus e no que ele representa.
"Entregar-se verdadeiramente à vontade de Deus e à sua obra exige uma transformação profunda. É preciso esvaziar-se de si mesmo, ou seja, da própria vontade, para seguir o caminho que o Senhor determinar, qualquer que seja o desfecho. Você já parou para pensar até onde iria por Jesus?
Nossos irmãos da Coréia do Sul nos trazem essa semana uma profunda lição. Há um grupo sendo preparado para entrar na Coréia do Norte, assim que houver uma oportunidade. Eles sabem que provavelmente não voltarão para casa, mas seguem firmes no propósito de evangelizar a nação mais hostil do mundo aos cristãos."
Muitas vezes o Senhor permite a perda de algo precioso em nossas vidas, para nos ensinar o valor da verdadeira entrega. Você se dispõe a abrir mão de tudo? Reserve um tempo para avaliar o seu compromisso com Jesus.
"A quem tenho nos céus senão a ti? E na terra, nada mais desejo além de estar junto de ti".
Salmo 73.25
See you
sábado, 19 de abril de 2008
LONG TRIP
Nos dias que antecederam a viagem eu não conseguia pensar em nada mais além de deixar tudo em ordem e me despedir de todos. Meu medo maior é que não desse tempo de fazer tudo. Não estava muito ansioso ou preocupado com o que fosse encontrar. Estava meio anestesiado.
Acho que consegui fazer quase tudo que precisava, apesar de deixar uma ou outra coisa pendente. As pessoas que eu não consegui ver, por diferentes motivos, eu trouxe na mente e no coração.
No aeroporto cheguei um pouco atrasado, mas consegui embarcar as malas, fazer o check-in e ver na Receita Federal se precisava declarar os eletrônicos que eu levei (laptop e câmera fotográfica). Se você embarca com algum eletrônico que não foi produzido no Brasil e não declara, quando você retorna ao país, eles podem achar que você comprou no exterior e se passar de U$ 500, você paga multa.
Encontrei meu amigo Fernandinho na fila do check-in e por uma dessas coisas que só Jesus pode explicar, pegamos o mesmo vôo – ele foi ao Chile a trabalho e eu fiz só uma escala e segui viagem. Na sala de embarque ainda em SP encontrei o Fernando (mesmo nome, pessoas diferentes), um amigo virtual (nos conhecemos pelo orkut) que foi no mesmo vôo que eu pra Perth.
O vôo foi tranqüilo e o avião da Lan Chile é um caso aparte. Cada passageiro tem uma TV individual para assistir filmes, seriados, ouvir músicas, jogar videogame e ver o mapa de vôo com sua posição atual, velocidade, altura e temperatura exterior. Outro detalhe é que consegui usar meu note durante o vôo com conexão de energia. Só não tinha internet, mas isso é questão de tempo. O pouso e a descida foram tão suaves, que só senti quando o avião tocou no chão.
No Chile me despedi do Fernandinho e segui só com o Fernando. Depois de fazer o check-in ficamos circulando pelo aeroporto procurando um lugar barato pra comer. Conversa vai, conversa vem, e nada de lanche. Enfim achamos um lugar e comemos. Quando a gente olhou no relógio, já estava na hora do embarque. Corre!!!!! Conseguimos embarcar no limite, ufa, rs.
No trecho mais longo da viagem, 13 horas de vôo sobre o Pacífico, entre Santiago (Chile) e Auckland (Nova Zelândia), dormi mal por causa da poltrona apertada e da minha rinite que estava com força total. No final o avião sacudiu um pouco e a janta que não desceu muito bem apertou o portão de saída do estômago. Pensei: “Já que eu vou vomitar, é melhor eu ser educado e usar os instrumentos que a companhia aérea me fornecem pra evitar muitos estragos”. Peguei o saquinho de vômito e o posicionei estrategicamente na saída de emergência da comida. Um casal de senhores australianos me olharam preocupados. Acho que eles ficaram com medo que eu errasse o saco e acertasse eles.
Quando cheguei em Sidney, tinha que passar na imigração, pegar minhas malas, passar na quarentena, ir até o terminal de transferência doméstica de vôo, despachar minhas malas novamente, pegar um ônibus até o terminal de embarque, depois caminhar até a sala de embarque e enfim embarcar. Tudo isso em uma hora.
Bad news, a fila da imigração estava quilométrica. Ainda cai com um cara de demorava pra liberar o pessoal. Após isso, na esteira minhas malas demoraram um pouco. Segui pra fila de quarentena que estava tão grande quanto a da imigração, mas muito mais demorada. Nesta parte você tem que declarar tudo que está levando na mala que não pode ou tem restrição de entrar. Eu levei um saco de sonho de valsa e dois pacotes de pó de massa de pão de queijo. Isso pode, porém eles pedem pra abrir tua mala e verificar se tem algo a mais. Caso eu tenho mentido, vou pagar multa e o produto é apreendido.
Fase 3 completada corri pro terminal de transferência doméstica com as malas no carrinho. Detalhe é que o aeroporto de Sidney é muuuuito grande e essa sala é escondida. Quando cheguei lá, a atendente me disse que eu iria no próximo vôo, pois não dava mais tempo. Usei meu olhar de cachorro pidão, mas não funcionou. O jeito foi esperar e aproveitar pra conhecer o aeroporto.
O Fernando e a Stela (brasileira que conheci no vôo e que veio participar do campeonato mundial de natação – categoria máster) também não conseguiram embarcar e mais uma vez voamos juntos, agora na última parte, Sidney – Perth.
Na chegada em Perth, um casal de amigos (Thiago e Érika) me esperavam pra uma bem vinda carona até minha homestay. Graças a Deus, a viagem foi excelente e sem maiores problemas.
As fotos da trip estão na minha página do orkut.
See you
Acho que consegui fazer quase tudo que precisava, apesar de deixar uma ou outra coisa pendente. As pessoas que eu não consegui ver, por diferentes motivos, eu trouxe na mente e no coração.
No aeroporto cheguei um pouco atrasado, mas consegui embarcar as malas, fazer o check-in e ver na Receita Federal se precisava declarar os eletrônicos que eu levei (laptop e câmera fotográfica). Se você embarca com algum eletrônico que não foi produzido no Brasil e não declara, quando você retorna ao país, eles podem achar que você comprou no exterior e se passar de U$ 500, você paga multa.
Encontrei meu amigo Fernandinho na fila do check-in e por uma dessas coisas que só Jesus pode explicar, pegamos o mesmo vôo – ele foi ao Chile a trabalho e eu fiz só uma escala e segui viagem. Na sala de embarque ainda em SP encontrei o Fernando (mesmo nome, pessoas diferentes), um amigo virtual (nos conhecemos pelo orkut) que foi no mesmo vôo que eu pra Perth.
O vôo foi tranqüilo e o avião da Lan Chile é um caso aparte. Cada passageiro tem uma TV individual para assistir filmes, seriados, ouvir músicas, jogar videogame e ver o mapa de vôo com sua posição atual, velocidade, altura e temperatura exterior. Outro detalhe é que consegui usar meu note durante o vôo com conexão de energia. Só não tinha internet, mas isso é questão de tempo. O pouso e a descida foram tão suaves, que só senti quando o avião tocou no chão.
No Chile me despedi do Fernandinho e segui só com o Fernando. Depois de fazer o check-in ficamos circulando pelo aeroporto procurando um lugar barato pra comer. Conversa vai, conversa vem, e nada de lanche. Enfim achamos um lugar e comemos. Quando a gente olhou no relógio, já estava na hora do embarque. Corre!!!!! Conseguimos embarcar no limite, ufa, rs.
No trecho mais longo da viagem, 13 horas de vôo sobre o Pacífico, entre Santiago (Chile) e Auckland (Nova Zelândia), dormi mal por causa da poltrona apertada e da minha rinite que estava com força total. No final o avião sacudiu um pouco e a janta que não desceu muito bem apertou o portão de saída do estômago. Pensei: “Já que eu vou vomitar, é melhor eu ser educado e usar os instrumentos que a companhia aérea me fornecem pra evitar muitos estragos”. Peguei o saquinho de vômito e o posicionei estrategicamente na saída de emergência da comida. Um casal de senhores australianos me olharam preocupados. Acho que eles ficaram com medo que eu errasse o saco e acertasse eles.
Quando cheguei em Sidney, tinha que passar na imigração, pegar minhas malas, passar na quarentena, ir até o terminal de transferência doméstica de vôo, despachar minhas malas novamente, pegar um ônibus até o terminal de embarque, depois caminhar até a sala de embarque e enfim embarcar. Tudo isso em uma hora.
Bad news, a fila da imigração estava quilométrica. Ainda cai com um cara de demorava pra liberar o pessoal. Após isso, na esteira minhas malas demoraram um pouco. Segui pra fila de quarentena que estava tão grande quanto a da imigração, mas muito mais demorada. Nesta parte você tem que declarar tudo que está levando na mala que não pode ou tem restrição de entrar. Eu levei um saco de sonho de valsa e dois pacotes de pó de massa de pão de queijo. Isso pode, porém eles pedem pra abrir tua mala e verificar se tem algo a mais. Caso eu tenho mentido, vou pagar multa e o produto é apreendido.
Fase 3 completada corri pro terminal de transferência doméstica com as malas no carrinho. Detalhe é que o aeroporto de Sidney é muuuuito grande e essa sala é escondida. Quando cheguei lá, a atendente me disse que eu iria no próximo vôo, pois não dava mais tempo. Usei meu olhar de cachorro pidão, mas não funcionou. O jeito foi esperar e aproveitar pra conhecer o aeroporto.
O Fernando e a Stela (brasileira que conheci no vôo e que veio participar do campeonato mundial de natação – categoria máster) também não conseguiram embarcar e mais uma vez voamos juntos, agora na última parte, Sidney – Perth.
Na chegada em Perth, um casal de amigos (Thiago e Érika) me esperavam pra uma bem vinda carona até minha homestay. Graças a Deus, a viagem foi excelente e sem maiores problemas.
As fotos da trip estão na minha página do orkut.
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sexta-feira, 18 de abril de 2008
UM SONHO, UMA DECISÃO, UMA GRANDE MUDANÇA, UM RECOMEÇO
Esse blog está reestreando com um novo nome e um novo objetivo. Os posts anteriores vão permanecer aqui porque são textos e registros que eu gosto e me trazem boas lembranças.
O novo blog tem um nome diferente, Metanóia Australis, mas com uma razão. Metanóia vem do grego metanoia que significa mudança (meta) de mente (noia) e Australis vem do latim e significa “do sul” e é de onde vem o nome Austrália.
Neste espaço quero colocar observações e impressões a partir do ponto de vista de um estrangeiro sobre os costumes, cultura, hábitos, características e informações que você não verá no jornal. Outra coisa importante é que minhas impressões são, principalmente de Perth, e em alguns momentos de outras cidades, mas ainda assim de alguém que está a pouco tempo na Austrália.
A mudança pra cá exigiu muita coisa de mim. Abri mão da minha família, meus amigos, o tempo de comunhão na igreja e na célula, minha bike, meu trabalho, facilidades. Quase tudo ficou pra trás, porém uma pessoa me acompanhou até aqui e continua comigo: Jesus. Foi porque o Senhor permitiu e abriu as portas que eu estou aqui e eu vejo o carinho que Ele tem por mim em tudo que eu faço aqui.
Aqui sou um recém nascido que está tendo que aprender a falar, ler e escrever, a andar nas ruas, de ônibus, trem e ferry (novidade pra mim). A olhar para os dois lados antes de atravessar a rua, pois posso ser atropelado. Aqui a mão dos carros é diferente do Brasil, eles dirigem do lado direito das ruas e o volante também fica do lado direito. No dia-a-dia tento ser uma esponja pra aprender as coisas o mais rápido possível.
Logo mais postarei informações e detalhes de como foi a viagem e os primeiros micos, rs.
See you
O novo blog tem um nome diferente, Metanóia Australis, mas com uma razão. Metanóia vem do grego metanoia que significa mudança (meta) de mente (noia) e Australis vem do latim e significa “do sul” e é de onde vem o nome Austrália.
Neste espaço quero colocar observações e impressões a partir do ponto de vista de um estrangeiro sobre os costumes, cultura, hábitos, características e informações que você não verá no jornal. Outra coisa importante é que minhas impressões são, principalmente de Perth, e em alguns momentos de outras cidades, mas ainda assim de alguém que está a pouco tempo na Austrália.
A mudança pra cá exigiu muita coisa de mim. Abri mão da minha família, meus amigos, o tempo de comunhão na igreja e na célula, minha bike, meu trabalho, facilidades. Quase tudo ficou pra trás, porém uma pessoa me acompanhou até aqui e continua comigo: Jesus. Foi porque o Senhor permitiu e abriu as portas que eu estou aqui e eu vejo o carinho que Ele tem por mim em tudo que eu faço aqui.
Aqui sou um recém nascido que está tendo que aprender a falar, ler e escrever, a andar nas ruas, de ônibus, trem e ferry (novidade pra mim). A olhar para os dois lados antes de atravessar a rua, pois posso ser atropelado. Aqui a mão dos carros é diferente do Brasil, eles dirigem do lado direito das ruas e o volante também fica do lado direito. No dia-a-dia tento ser uma esponja pra aprender as coisas o mais rápido possível.
Logo mais postarei informações e detalhes de como foi a viagem e os primeiros micos, rs.
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