Desde pequeno eu tenho um relacionamento bem próximo com os meus tênis. Nunca tive muitos pares ao mesmo tempo e frequentemente tinha apenas dois, um que usava pra ir à escola e jogar futebol, e outro quando saia com a minha família. E normalmente eu os uso até abrir um buraco na sola ou rasgar ao meio.
Lembro-me com carinho do meu Kichute, que me acompanhou durante muito tempo nos colégios Salete e SAA. Também tive um Lecheval cano-longo branco com detalhes em amarelo fosforecente. Não sei porque, mas quando eu era pequeno, tive uma fase que só gostava de tênis cano-longo. Acho que isso nem existe mais hoje, com exceção de algum All Star (que eu também tive). Não posso esquecer do Lecoq Sportif que eu usei até minha mãe jogar ele fora sem eu saber.
Dos 15 aos 20 anos eu me lembro de um Olympikus preto com detalhes em marrom que foi meu parceiro em muitas histórias, incluindo meu primeiro rolê de longa distância de bike com o Glauco e o Luciano, pra Ibiúna. Foi um dos tênis que mais gostei, principalmente porque eu só tive ele por quase 5 anos. Esse tênis eu ganhei da minha vó Rosa quando eu fui roubado no ônibus e os trombadinhas levaram o único tênis que eu tinha na época, se não me engano um Mizuno. Depois de anos de excelentes serviços prestados e três buracos na sola, fui obrigado a aposentá-lo com honras militares, porque ele foi guerreiro.
Na seqüência eu tive um Nike marrom e preto que foi meu parceiro até meados de 2007. Com ele participei de minha primeira corrida de aventura e fiz muitos outros passeios, viagens e rolês. Até a minha vinda pra Austrália, ele estava no meu armário, pois não queria me desfazer dele. Mas ele se foi depois de 5 anos também.
Hoje, meu parceiro é um Adidas preto com detalhes em vermelho e prata. Com ele eu fiz minha primeira corrida de 10 km. Com ele fiz muitos rolês nas ruas, avenidas e estradas de São Paulo de bike. Ele teve oportunidades que outros não tiveram como pisar e terras estrangeiras. Com ele eu visitei a Argentina e passei por Chile e Nova Zelândia. E hoje, mais do que nunca, temos divido as curtições, micos e aventuras na Austrália. E eu não tenho dúvidas, ele estará comigo durante muitos anos ainda, pois temos planos juntos de conhecer muitos outros lugares, culturas e pessoas.
Meus tênis sabem das minhas histórias mais engraçadas, bizarras e incríveis. Eles estiveram comigo nas minhas aventuras, nos meus roles de bike e nas minhas viagens. Suportaram comigo longas caminhadas ou corridas. Ah se eles pudessem falar.....
sábado, 14 de junho de 2008
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