Nos dias que antecederam a viagem eu não conseguia pensar em nada mais além de deixar tudo em ordem e me despedir de todos. Meu medo maior é que não desse tempo de fazer tudo. Não estava muito ansioso ou preocupado com o que fosse encontrar. Estava meio anestesiado.
Acho que consegui fazer quase tudo que precisava, apesar de deixar uma ou outra coisa pendente. As pessoas que eu não consegui ver, por diferentes motivos, eu trouxe na mente e no coração.
No aeroporto cheguei um pouco atrasado, mas consegui embarcar as malas, fazer o check-in e ver na Receita Federal se precisava declarar os eletrônicos que eu levei (laptop e câmera fotográfica). Se você embarca com algum eletrônico que não foi produzido no Brasil e não declara, quando você retorna ao país, eles podem achar que você comprou no exterior e se passar de U$ 500, você paga multa.
Encontrei meu amigo Fernandinho na fila do check-in e por uma dessas coisas que só Jesus pode explicar, pegamos o mesmo vôo – ele foi ao Chile a trabalho e eu fiz só uma escala e segui viagem. Na sala de embarque ainda em SP encontrei o Fernando (mesmo nome, pessoas diferentes), um amigo virtual (nos conhecemos pelo orkut) que foi no mesmo vôo que eu pra Perth.
O vôo foi tranqüilo e o avião da Lan Chile é um caso aparte. Cada passageiro tem uma TV individual para assistir filmes, seriados, ouvir músicas, jogar videogame e ver o mapa de vôo com sua posição atual, velocidade, altura e temperatura exterior. Outro detalhe é que consegui usar meu note durante o vôo com conexão de energia. Só não tinha internet, mas isso é questão de tempo. O pouso e a descida foram tão suaves, que só senti quando o avião tocou no chão.
No Chile me despedi do Fernandinho e segui só com o Fernando. Depois de fazer o check-in ficamos circulando pelo aeroporto procurando um lugar barato pra comer. Conversa vai, conversa vem, e nada de lanche. Enfim achamos um lugar e comemos. Quando a gente olhou no relógio, já estava na hora do embarque. Corre!!!!! Conseguimos embarcar no limite, ufa, rs.
No trecho mais longo da viagem, 13 horas de vôo sobre o Pacífico, entre Santiago (Chile) e Auckland (Nova Zelândia), dormi mal por causa da poltrona apertada e da minha rinite que estava com força total. No final o avião sacudiu um pouco e a janta que não desceu muito bem apertou o portão de saída do estômago. Pensei: “Já que eu vou vomitar, é melhor eu ser educado e usar os instrumentos que a companhia aérea me fornecem pra evitar muitos estragos”. Peguei o saquinho de vômito e o posicionei estrategicamente na saída de emergência da comida. Um casal de senhores australianos me olharam preocupados. Acho que eles ficaram com medo que eu errasse o saco e acertasse eles.
Quando cheguei em Sidney, tinha que passar na imigração, pegar minhas malas, passar na quarentena, ir até o terminal de transferência doméstica de vôo, despachar minhas malas novamente, pegar um ônibus até o terminal de embarque, depois caminhar até a sala de embarque e enfim embarcar. Tudo isso em uma hora.
Bad news, a fila da imigração estava quilométrica. Ainda cai com um cara de demorava pra liberar o pessoal. Após isso, na esteira minhas malas demoraram um pouco. Segui pra fila de quarentena que estava tão grande quanto a da imigração, mas muito mais demorada. Nesta parte você tem que declarar tudo que está levando na mala que não pode ou tem restrição de entrar. Eu levei um saco de sonho de valsa e dois pacotes de pó de massa de pão de queijo. Isso pode, porém eles pedem pra abrir tua mala e verificar se tem algo a mais. Caso eu tenho mentido, vou pagar multa e o produto é apreendido.
Fase 3 completada corri pro terminal de transferência doméstica com as malas no carrinho. Detalhe é que o aeroporto de Sidney é muuuuito grande e essa sala é escondida. Quando cheguei lá, a atendente me disse que eu iria no próximo vôo, pois não dava mais tempo. Usei meu olhar de cachorro pidão, mas não funcionou. O jeito foi esperar e aproveitar pra conhecer o aeroporto.
O Fernando e a Stela (brasileira que conheci no vôo e que veio participar do campeonato mundial de natação – categoria máster) também não conseguiram embarcar e mais uma vez voamos juntos, agora na última parte, Sidney – Perth.
Na chegada em Perth, um casal de amigos (Thiago e Érika) me esperavam pra uma bem vinda carona até minha homestay. Graças a Deus, a viagem foi excelente e sem maiores problemas.
As fotos da trip estão na minha página do orkut.
See you
sábado, 19 de abril de 2008
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Um comentário:
Uffffa cansei....
Essa sua primeira postagem devia chamar-se MARATONA DE VOO hehehe
Que bom que deu tudo certo pra vcs
Foi Deus quem preparou tudo por isso foi tudo mto bem. Até amigos Ele providenciou para que vc não se sentisse sozinho, Tudo o que Ele faz é perfeito!! E vc um filho amado D'Ele.
Te amo bjus
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