quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

HOSTELING INTERNATIONAL

Chegamos em Phuket a noite depois de um longo dia em Bangkok. Pegamos um taxi no aeroporto até Chalong, onde tinhamos um quarto reservado. A Cora fez uma pesquisa pela net e optou pela rede de pousadas Hosteling International, mundialmente conhecida. Chegamos no hotel por volta das 23hs, cansados e sujos de tanto transpirar durante o dia.Tinhamos mandado um e-mail dois dias antes avisando que chegaríamos tarde (nesses lugares normalmente não há uma recepção 24 horas pra te atender e é preciso avisar que chegará tarde ou então ninguém vai te receber quando você chegar). Duas garotas (elas deviam ter no máximo 16 anos) estavam nos esperando de pijama pra fazermos o check-in e nos mostrar nosso quarto. Pagamos pelos dois dias que tinhamos reservado e subimos pro segundo andar com as malas.

Chegando lá, primeiro problema, o quarto não tinha banheiro. Bucamos um quarto com banheiro pra termos mais privacidade e higiene. A Cora imediatamente desceu e avisou as meninas sobre o erro. Elas não gostaram muito, mas nos deram outro quarto, dessa vez no fundo da pousada. Quando entramos no quarto, ficamos com nojo de tudo. O quarto era pequeno, abafado, com uma janela minúscula, um banheiro menor ainda e nojento. Além disso, debaixo da cama havia pelo menos 20 baratas mortas (for a outras duas vivas que eu matei assim que entrei no quarto). No teto um monte de teias de aranha e aranhas grandes. As meninas já tinham nos deixado e não havia ninguém pra quem reclamar. Decidimos que não passaríamos a noite ali. Pegamos nossas malas e fomos pra avenida procurar um táxi.

O lugar que estávamos era ermo e não tinha táxis. Seguimos o conselho de uma amiga que tinha ido recentemente à Tailândia e tentamos não ficar próximo de Patong, um bairro na costa de Phuket que possui um monte de conveniências próximas, tais como restaurantes, bares, lanchonetes, serviços de lavanderia, internet etc, porém conhecida também pelos serviços de “companhia”, casas de striptease e turismo sexual.

Estávamos no meio do nada, sem rumo e sem ter onde ficar. A Cora chorando de cansaço e eu irritado e preocupado pela situação. Os locais do buteco falaram que conheciam um hotel, de um “amigo” e pediu para que esperássamos ali, pois eles mandariam um carro para nos pegar. Esperamos por 20 minutos e ninguém apareceu. (Aqui vale um parentêses, na maioria dos países da região sudeste da Ásia todo mundo conhece alguém, algum lugar ou tem algo que você precisa. Eles fazem ligações, falam com um e com outro e em pouco tempo você tem o que estava procurando. Algumas vezes a coisa não é 100% o que você quer, porém você pode recusar sem problemas. Bom, voltemos a história).

Depois de muito esperar, seja por um táxi ou pelo carro que supostamente nos pegaria para o outro hotel, vi um rapaz chegando a pé e indo em direção a pousada. Logo depois, vi um senhor chegando de moto e indo até lá também. Atravessei a avenida correndo e fui conversar com eles, na tentativa de localizar alguém da pousada. Felizmente, o senhor sabia onde era o quarto de uma das meninas. Eu fui até lá e bati na porta até ser atendido. Óbvio que ela não ficou feliz de ser acordada. Expliquei e reclamei sobre o quarto que nos haviam dado. Ela disse que amanhã resolvia. Eu insisti e disse que nós não iríamos dormir naquela nojeira. Depois de muito discutir, ela ligou para a outra menina, que parecia ser a chefe. Eu então mostrei o quarto à ela, que também ficou com nojo. Então nos deram um outro quarto, bem melhor do que o que tínhamos recebido anteriormente, incluindo ar condicionado. Fiz uma rápida inspeção a procura de sujeira ou baratas e felizmente este estava em ordem. Apenas pedi para tirarem uma teia de aranha que havia no quarto. Enfim depois de quase duas horas que havíamos chegado, finalmente pudémos tomar um banho e dormir em paz.

Boa noite

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