quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O REINO DE MERLION

Singapura é uma cidade-estado que ocupa uma ilha na parte sul da Malásia. Bem organixada e cheia de leis e regras, não se parece com um país da região sudeste da Ásia. Com prédios altos em design diferentes do comum, Singapura continua se renovando. Muitas construções antigas foram demolidas pra dar lugar a regiões com infra-estrutura, empresas e comércios. Um dos muitos prédios que estão em construção é um onde será a futura Marina Bay Sand Integrated Resorts. Esse resort será composto de 3 altos prédios interligados no topo por um.... navio!!! E esse navio é curvo ainda por cima. Isso é algo grandioso e muito diferente de qualquer prédio que eu já tenha visto.

Singapura é uma cidade cara pra turismo. Pra se ter uma idéia, o dólar australiano vale apenas SD$1,12. Os preços de qualquer coisa, sejão hotéis, restaurantes ou qualquer tipo de serviço estão sem o imposto federal, que é de 7% sobre o valor do produto/serviço. Se você for a um restaurante, você ainda terá que pagar mais 10% pelo serviço. E esse pagamento pelo serviço do garçom é obrigatório (exceto em redes fast-foods tipo Mc Donalds ou Burguer King). Então fique atento quando você for a Singapura, pois você nunca vai pagar o preço anunciado.

Na cidade você encontrará una mistura maior de religiões, incluindo até igrejas cristãs (católicas e anglicanas principalmente). Outra coisa que merece destaque é o transporte. Você pode usar trens para ir para praticamente todos os lugares, incluindo o aeroporto. Se você fala inglês, você conseguirá se comunicar com quase todo mundo. As sinalizações normalmente estão em inglês, malaio e arábe.

Chegando lá

A ida até o hotel foi quase tranquila. Após confirmar em qual estação de trem tínhamos que descer, compramos nossos tíquetes (relativamente barato) e embarcamos. Uma das coisas legais dos trens em Singapura é que você consegue um reembolso pelo cartão que você paga pra usar nos trens. Você paga um dólar pelo cartão e consegue o mesmo valor de volta quando você chega na estação. Continuando, chegamos na estação Aljunied e checamos o mapa da região e fomos na direção errada. Como os nomes das ruas naquele bairro são números, fizemos confusão com os números e paramos rua errada na frente de uma casa estranha. Após pensar um pouco chegamos a conclusão do nosso erro e fomos até a rua certa. Porém, tudo isso nos custou uns 40 minutos, com todas as malas nas costas e mãos (4) debaixo de um calor de quase 40 graus. A primeira vítima do nosso erro foram os travesseiros. A Cora quis levá-los com medo de não ter isso nos lugares que nós íamos ficar ou que fossem sujos. Eles terminaram a jornada deles na Ásia dentro de um latão de lixo em Singapura após dois anos de serviços bem prestados.

Chegamos ao hotel certo, deixamos nossas coisas e depois de um banho gelado pra refrescar, fomos até a recepção do hotel pegar mapas e seguir em direção ao centro. Nossa primeira parada foi num Mc Donalds, opção mais confiável e barata até então. Estávamos famintos, pois com a correria do aeroporto, nós não tinhamos comido nada de café da manhã. Minha agradável surpresa foi o Mega Big Mac que eles têm lá. Matou a fome e me encheu até o jantar.

Andamos pelo centro da cidade até anoitecer. Passamos pelos pontos turísticos, tais como: o Merlion, a Esplanade, a Singapore Flyer (a maior roda-gigante do mundo), Raffles Boulevard, St. Andrews Cathedral, uma igreja armênia, o Fort Canning Park e a Clark Quay. Terminamos nosso dia com um jantar na beira do rio e muita história pra contar. Fomos pro hotel descansar e se preparar para mais um dia.

Levantamos um pouco tarde e fomos direto pra Chinatown. Essa foi a primeira Chinatown com cara de China e não um mercado de produtos paraguaios. Tudo fazia referência ao ano novo chinês com muitos tigres e o vermelho dominando todas as lojas – o ano novo será dia 14/02 e este será o ano do tigre.

Seguimos de trem até a Emerald Hill, uma rua com arquitetura influenciada pela cultura Peranakan, uma mistura dos primeiros chineses que chegaram à ilha com os malaios locais. Mais tarde, os europeus se misturaram junto com os Peranakans. Dali, tentamos ir até o bairro Peranakan, porém os mapas não estavam claros e não conseguimos achar. Voltamos ao hotel a noite para arrumar as malas e nos preparar para pegar o vôo até Bangkok.

Acordamos às 5h30 para pegar o primeiro trem até o aeroporto, que sairia às 6h09. Quando estávamos na plataforma esperando pelo trem, perguntei a Cora qual era o horário do nosso vôo. Quando ela foi checar, o susto: tinhamos visto o horário errado. Nosso vôo saía às 7h15 e não às 8h30 como imaginávamos. E agora??? Tinhamos que correr para fazer o check-in e passar pela imigração. Eu estava carregando 3 malas, duas nos ombros e uma de rodinhas. A Cora carregava mais uma de mão, a bolsa dela e nossa câmera fotográfica. A Cora correu na frente e eu tentei seguir o mais próximo possível. Tinhamos que pegar um trem dentro do aeroporto pra ir pro terminal onde estava o check-in da Jet Star. Na correria a Cora quase entrou no trem que levava ao terminal errado e só não entrou porque eu gritei pra ela dizendo que ela estava indo pro trem errado. Chegamos a tempo pra fazer o check-in, e corremos para passar pela imigração. Tudo certo, agora é correr até o portão de embarque - a sinalização nas teves indicavam que nosso vôo estava no processo de embarque. Ufa!!!! Chegamos a tempo. Nunca corri tanto com malas e por um momento achei que minhas pernas iam falhar. Eu estava carregando mais de 30kg de bagagem comigo.

Enfim, agora é chegar em Bangkok e começar nossa trip pela Tailândia.

Até lá.

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