Singapura é uma cidade cara pra turismo. Pra se ter uma idéia, o dólar australiano vale apenas SD$1,12. Os preços de qualquer coisa, sejão hotéis, restaurantes ou qualquer tipo de serviço estão sem o imposto federal, que é de 7% sobre o valor do produto/serviço. Se você for a um restaurante, você ainda terá que pagar mais 10% pelo serviço. E esse pagamento pelo serviço do garçom é obrigatório (exceto em redes fast-foods tipo Mc Donalds ou Burguer King). Então fique atento quando você for a Singapura, pois você nunca vai pagar o preço anunciado.
Na cidade você encontrará una mistura maior de religiões, incluindo até igrejas cristãs (católicas e anglicanas principalmente). Outra coisa que merece destaque é o transporte. Você pode usar trens para ir para praticamente todos os lugares, incluindo o aeroporto. Se você fala inglês, você conseguirá se comunicar com quase todo mundo. As sinalizações normalmente estão em inglês, malaio e arábe.
Chegando lá
A ida até o hotel foi quase tranquila. Após confirmar em qual estação de trem tínhamos que descer, compramos nossos tíquetes (relativamente barato) e embarcamos. Uma das coisas legais dos trens em Singapura é que você consegue um reembolso pelo cartão que você paga pra usar nos trens. Você paga um dólar pelo cartão e consegue o mesmo valor de volta quando você chega na estação. Continuando, chegamos na estação Aljunied e checamos o mapa da região e fomos na direção errada. Como os nomes das ruas naquele bairro são números, fizemos confusão com os números e paramos rua errada na frente de uma casa estranha. Após pensar um pouco chegamos a conclusão do nosso erro e fomos até a rua certa. Porém, tudo isso nos custou uns 40 minutos, com todas as malas nas costas e mãos (4) debaixo de um calor de quase 40 graus. A primeira vítima do nosso erro foram os travesseiros. A Cora quis levá-los com medo de não ter isso nos lugares que nós íamos ficar ou que fossem sujos. Eles terminaram a jornada deles na Ásia dentro de um latão de lixo em Singapura após dois anos de serviços bem prestados.
Chegamos ao hotel certo, deixamos nossas coisas e depois de um banho gelado pra refrescar, fomos até a recepção do hotel pegar mapas e seguir em direção ao centro. Nossa primeira parada foi num Mc Donalds, opção mais confiável e barata até então. Estávamos famintos, pois com a correria do aeroporto, nós não tinhamos comido nada de café da manhã. Minha agradável surpresa foi o Mega Big Mac que eles têm lá. Matou a fome e me encheu até o jantar.
Andamos pelo centro da cidade até anoitecer. Passamos pelos pontos turísticos, tais como: o Merlion, a Esplanade, a Singapore Flyer (a maior roda-gigante do mundo), Raffles Boulevard, St. Andrews Cathedral, uma igreja armênia, o Fort Canning Park e a Clark Quay. Terminamos nosso dia com um jantar na beira do rio e muita história pra contar. Fomos pro hotel descansar e se preparar para mais um dia.
Levantamos um pouco tarde e fomos direto pra Chinatown. Essa foi a primeira Chinatown com cara de China e não um mercado de produtos paraguaios. Tudo fazia referência ao ano novo chinês com muitos tigres e o vermelho dominando todas as lojas – o ano novo será dia 14/02 e este será o ano do tigre.
Seguimos de trem até a Emerald Hill, uma rua com arquitetura influenciada pela cultura Peranakan, uma mistura dos primeiros chineses que chegaram à ilha com os malaios locais. Mais tarde, os europeus se misturaram junto com os Peranakans. Dali, tentamos ir até o bairro Peranakan, porém os mapas não estavam claros e não conseguimos achar. Voltamos ao hotel a noite para arrumar as malas e nos preparar para pegar o vôo até Bangkok.
Acordamos às 5h30 para pegar o primeiro trem até o aeroporto, que sairia às 6h09. Quando estávamos na plataforma esperando pelo trem, perguntei a Cora qual era o horário do nosso vôo. Quando ela foi checar, o susto: tinhamos visto o horário errado. Nosso vôo saía às 7h15 e não às 8h30 como imaginávamos. E agora??? Tinhamos que correr para fazer o check-in e passar pela imigração. Eu estava carregando 3 malas, duas nos ombros e uma de rodinhas. A Cora carregava mais uma de mão, a bolsa dela e nossa câmera fotográfica. A Cora correu na frente e eu tentei seguir o mais próximo possível. Tinhamos que pegar um trem dentro do aeroporto pra ir pro terminal onde estava o check-in da Jet Star. Na correria a Cora quase entrou no trem que levava ao terminal errado e só não entrou porque eu gritei pra ela dizendo que ela estava indo pro trem errado. Chegamos a tempo pra fazer o check-in, e corremos para passar pela imigração. Tudo certo, agora é correr até o portão de embarque - a sinalização nas teves indicavam que nosso vôo estava no processo de embarque. Ufa!!!! Chegamos a tempo. Nunca corri tanto com malas e por um momento achei que minhas pernas iam falhar. Eu estava carregando mais de 30kg de bagagem comigo.
Enfim, agora é chegar em Bangkok e começar nossa trip pela Tailândia.
Até lá.
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