sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A PRAIA

De manhã cedo estávamos prontos a espera da van que nos levaria até o ferry. Encontramos um grupo que estava de saída também, porém pra Phangan. A jornada deles será muito mais longa. Eles viajarão de ônibus por 10 horas por dentro da ilha de Phuket até o ponto mais próximo da ilha de Phangan. E ali ainda pegariam um ferry que levaria mais 2hs até a ilha. Uma viagem e tanto.

Nossa van chegou no horário e fomos pro ferry. Deixamos nossas malas dentro do barco e fomos para o topo curtir o visual e tirar algumas fotos. Assim que chegamos em Phi Phi Island, dezenas de pessoas te rodeiam oferecendo hotéis nos mais diferentes preços, porém todos fora do nosso limitado orçamento.

Eu não tinha nenhum mapa da ilha e não sabia pra onde virar. Caminhamos por uns 15 minutos, com todas as nossas malas sob um sol muito quente. Não achamos nada no nosso orçamento. Decidimos então que a Cora ficaria numa lanchonete com as nossas malas, enquanto eu iria caçar um lugar para nós ficarmos. Nosso orçamento era de B$300,00 por noite. Achei um mapa e reparei que a maioria dos pequenos hotéis/pousadas ficavam do outro lado da ilha (o que não é longe, tendo em vista que aquele peda;co de terra é bem estreito). Fui até e começei a bater de porta em porta. Ouvi diferentes preços: B$1.500,00, B$1.000,00, B$700,00 e B$600,00. Eu já estava caminhando há 1h30 e nada.

Um cara que trabalha num agência de mergulhos viu que eu estava meio perdido e me deu o nome de alguns lugares que se encaixariam naquilo que eu pretendia pagar. Fui atrás desses lugares e a maioria estava cheio já. Os que não estavam estavam ou for a do meu limite orçamentário ou fora do meu mínimo de higiene. Eu já estava anadando há pelo menos 2h30 sob um sol forte e sem água. Achei um lugar que tinha um quarto sobrando apenas, com higiene razoável por B$700. Era mais que o dobro que eu queria inicialmente, porém tinhamos que ficar em algum lugar. Naquela altura do campeonato eu já tinha percebido que não conseguiria nada razoável por B$300 e não havia barganha. Afinal, eles recebem centenas de turistas por dia e se eu não quero pagar aquele preço, alguém irá. Disse ao cara da pousada que precisava buscar a Cora no pier e que voltava em no máximo 15 minutos.

Encontrei a Cora e fomos até o hotel. Já era por volta de 15h, eu não havia almoçado ainda e estava completamente encharcado de suor, além de cansado. Quando chegamos lá, fui informado que não haviam mais quartos. O que???? Como assim??? Eu acabei de vir aqui e disse que ficaria com o quarto, como vocês deram o quarto pra outra pessoa??? Discuti com a mulher, ela disse sinto muito, porém tinhamos perdido o lugar. Saímos caminhando, vimos outro lugar, porém era nojento.

Passando na frente de uma agência de mergulho – Spider Monkey - (diferente da citada anteriormente, na ilha há dezenas) uma australiana radicada na Tailândia se ofereceu pra nos ajudar a arrumar um lugar. Porém, eram mais de 15hs e mais 6 barcos com turistas já haviam chegado (chegamos no primeiro barco) e seria muuuito difícil arrumar um quarto por menos de B$1.000,00 a noite. Enfim, fazer o que??? Sentamos lá e esperamos enquanto ela fazia algumas ligações. Ela achou uma pousada por B$1.000,00 a noite e disse para olharmos lá e ver se gostaríamos do lugar. A pousada era no final de uma ruela, longe da confusão e do barulho do centro. O bangalô foi construído na beira de um barranco, porém sobre longas estacas, o que fazia a chegada até ele um bom exercício. Ele foi feito todo em madeira e a cada passo lá você ouvia um rangido. Mas isso não era um problema, afinal o lugar era agradável e dentro do nosso IFA (Índice de Frescura Acumulada). Fizemos o check-in, tomamos uma ducha e fomos almoçar, depois de um dia de caça a hotéis que, se não foi 100% sucesso, pelo menos deu tudo certo.

No mesmo dia voltamos ao Spider Monkey pra fechar um passeio pelas ilhas da região. Phi Phi Island é formada por duas ilhas, Phi Phi Don e Phi Phi Leh. Os hotéis e todo o turismo ficam em Phi Phi Don, enquanto a beleza natural fica reservada pra Phi Phi Leh. Nessa ilha fica Maya Bay, cenário do filme “A Praia”, com Leonardo Dicaprio. O interessante sobre filme é que ele só usou o cenário da frente da Maya Bay, porque a ilha é pequena e não há nada além de formações rochosas e floresta. Ao redor de Phi Phi você encontrá ilhas belíssimas, como Bamboo Island, Monkey Island e Shark Island. Fechamos um pacote para o dia inteiro fazendo snorkling nessas ilhas e em outras na região.

A noite fomos jantar e vimos toda a bagunça que é Phi Phi Island. A ilha é repleta de pessoas que parecem que vão lá única e exclusivamente para beber e curtir a noite. Assim como em Phuket, o turismo sexual rola solto lá e você conseguir o que quiser. Felizmente estamos longe dessa zona. Outra coisa que percebemos é como a ilha é cara para os padrões da Tailândia. A exceção da comida tailandesa, tudo na ilha é mais caro que em qualquer outro lugar da Tailândia. Fica a dica, se você vai passar alguns dias em Phuket, prepare seu bolso.

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Fomos tomar café da manhá e nos preparar para o passeio. Um grupo de 20 pessoas se ajeitou no barco, com os equipamentos de snorkling devidamente fornecidos pela empresa. Fizemos paradas em diversos pontos, cada um mais bonito que o outro. O mar na Tailândia é de um azul turquesa lindo e rico em vida marinha. Apesar de não mergulharmos fundo, pudemos observar muitos corais e peixes de diferentes espécies. Terminamos nossa dia com um pôr-do-sol fantástico. Voltamos pro hotel cansados mas contentes pelo nosso dia. Agora era arrumar as malas e se preparar pra voltar pra Phuket na manhã seguinte.

Pegamos nosso barco até Phuket e depois um shuttle até Patong Beach. Decidimos ficar lá, pois era muito mais fácil prá conseguirmos um hotel, pra comermos e ter o que fazer, sem precisar pegar ônibus ou tuk-tuk. Achamos um hotel chamado Phuket Erawan Guest House (200 Pee Road, Patong Beach) onde ficamos 4 noites. O hotel é simples, porém foi recentemente reformado (internamente), é limpo e agradável. Negociamos um quarto com ventilador, sem água quente e sem TV por B$400,00 a noite (preço original B$500,00). Há uns 10 minutos caminhando da praia, ainda tinhamos bons e baratos restaurantes próximos, além de mini mercados 24 horas e agências de câmbio.

Nesses quatro dias que ficamos em Patong passamos todos os dias na praia, debaixo de um guarda-sol, relaxando e fazendo absolutamente nada. A noite saíamos pra jantar e passear na região, eventualmente comprando uma coisa ou outra.

A próxima para será o Vietnã, país comunista e não muito famoso como destino turístico. O que será que nos espera????

Até lá.

Epígrafo

Passei 09 dias na Tailândia e tirei algumas conclusões. A primeira é que lá impera a Lei de Gerson, eles querem levar vantagem em tudo. Para os tailandeses se você é turista, significa que você tem dinheiro e é obrigado a pagar uma fortuna por qualquer coisa. Eles mentem a todo instante pra que você gaste mais do que precisa e até quando não precisa. E se você não concorda com o preço deles, eles ficam bravos e algumas vezes te chingam. Isso não é regra, porém já aconteceu conosco diversas vezes.

Outra coisa que rola muito aqui é o turismo sexual. Nas ruas de Phuket (onde passei mais dias), na ilha de Phi Phi e em outros lugares você vê homens (de 30 pra cima, normalmente) com garotas/mulheres/travecos tailandesas. Em algumas ruas, o que mais se vê são clubes de striptease, go-go dance e afins.

Importante destacar também que poucos tailandeses falam inglês. Portanto, muita coisa é feita na base da mímica e é sempre bom ter total certeza do que você está negociando/comprando, pra não comprar gato por lebre. Seja firme na barganha e não se intimide se eles te chamarem de louco por causa do preço que você ofereceu. Você conseguirá algo melhor não muito longe.

Uma curiosidade que eu ainda não desvendei é o fato de haver óticas em todo o lugar, como se fossem restaurantes. Lojas grandes e pequenas, muitas vezes uma ao lado da outra.

Outra coisa interessante é o amor pelo futebol na Tailândia. Em todos os lugares ovê encontra tevês nos canias de esporte, principalmente futebol. Um pouco de influência inglesa e por causa do turismo? Talvez, porém acredito que também porque eles gostam do esporte.

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